Eletricidade solar aumentou 26% em Portugal em 2020, acima da média mundial

O bp Stats Review aponta para -9,8% de produção de energia elétrica a partir do vento em Portugal em 2020, uma quebra compensada por um aumento de 25,9% no solar e 12,5% nas restantes renováveis.

Há 76 anos, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, que não se assistia a uma queda tão dramática do consumo global de energia primária. Desta vez, a quebra registada de 4,5% num único ano não foi causada por uma situação de guerra mas sim pela pandemia global de Covid-19 que tomou de assalto o mundo em 2020.

Em sentido contrário, e apesar da queda na procura global de energia, a produção a partir de fontes renováveis — eólica, solar e hidroelétrica — registou no ano passado um forte acréscimo, com a capacidade eólica e solar a aumentar para 238 GW. “Superior a 50% do que em qualquer outro período da história”, de acordo com a 70.ª edição do estudo anual “bp Statistical Review of World Energy” (bp Stats Review), publicada esta quinta-feira.

Sobre Portugal, o relatório mostra que a geração de eletricidade a partir de fontes renováveis no país caiu 2,9% em 2020 (dos 18,6 para 18,1 TWh). Mais em pormenor, o bp Stats Review aponta para -9,8% de produção de energia elétrica a partir do vento no ano passado, uma quebra amplamente compensada por um aumento de 25,9% no solar e 12,5% nas restantes renováveis. Quanto à capacidade solar instalada no país aumentou 13,5% em 2020.

No mais recente “bp Statistical Review of World Energy”, Portugal surge como um dos principais oito países do mundo com reservas de lítio — 60 mil toneladas, 0,3% do total mundial. No ano passado, o país registou uma queda acentuada de 9,8% no seu consumo de energia primária e -18,8% nas emissões de CO2 (de 50,7 milhões de toneladas em 2019 para 41,3 milhões de toneladas em 2020), também acima dos valores registados na Europa e no mundo.

O documento explica que esta tendência de descida no consumo de energia primária em todo o mundo foi “impulsionada sobretudo pelo petróleo, responsável por cerca de três quartos do declínio líquido” do consumo no ano passado. E com menos energia consumida, menos emissões poluentes: 2020 foi também o ano em que as emissões de carbono a partir do consumo energético registaram a quebra mais rápida de sempre desde 1945: -6%.

Já as energias renováveis continuaram a sua trajetória de forte crescimento, com destaque para a energia eólica e a solar que tiveram o seu maior crescimento anual. “A capacidade de produção de energia solar aumentou 127 GW, enquanto a eólica cresceu 111 GW – quase duplicando o maior nível de crescimento registado anteriormente. A eletricidade solar cresceu 20% para valores recorde. No entanto, a eólica foi a que mais contribuiu para o crescimento das renováveis”, revela o bp Stats Review.

A análise conclui que as renováveis (incluindo os biofuels mas excluindo a hídrica) cresceram assim 9,7% em 2020, a um ritmo menor do que a média de crescimento dos últimos 10 anos (13,4% por ano) “mas com um crescimento absoluto em termos energéticos comparável com os crescimentos assistidos em 2017, 2018 e 2019”. A China foi o país que mais contribuiu para o crescimento das renováveis, seguida dos Estados Unidos da América. Enquanto região, a Europa foi a que mais contribuiu para o crescimento deste setor.

Consumo de carvão cai 4,2%, aumenta apenas na China e na Malásia

Na eletricidade, a produção mundial caiu 0,9% – uma queda mais acentuada do que aquela registada em 2009 (-0.5%), o único ano até agora – de acordo com o registo de dados da bp (com início em 1985) – em que se assistiu a um decréscimo da procura na eletricidade. Já a quota das renováveis na produção de energia cresceu de 10,3% para 11.7%, enquanto o carvão caiu 1,3 pontos percentuais para 35,1% – uma nova descida nos registos da bp.

Em 2020, o consumo de carvão caiu 4,2%, impulsionado pelas quebras registadas sobretudo nos Estados Unidos e na Índia. Na OCDE, o consumo de carvão chegou ao seu nível historicamente mais baixo, de acordo com a informação recolhida pela bp que data desde 1965. Apenas a China e a Malásia registaram um aumento no consumo desta fonte de energia fóssil poluente.

“2020 ficará marcado como um dos anos mais surpreendentes e desafiantes de sempre. Os confinamentos que se perpetuaram por todo o mundo tiveram um impacto dramático nos mercados energéticos, particularmente para o petróleo, cuja procura ligada aos transportes foi esmagada, disse em comunicado o economista-chefe da bp, Spencer Dale, sublinhando que “foi também o ano para as renováveis se destacarem na produção global de energia, registando o crescimento mais rápido de sempre – impulsionado maioritariamente pelo custo associado à produção de energia a partir do carvão”.

“Estas tendências são precisamente aquilo que o mundo precisa para encarar a sua transição para a neutralidade carbónica – este forte crescimento dará mais espaço às renováveis face ao carvão. Para atingir a neutralidade carbónica, o nível de ambição que os países e empresas têm demonstrado precisa de ser traduzido em quedas mais significativas e sustentadas das emissões”, frisou.

Europa reduz emissões em 13% em 2020, abaixo da meta de 20% planeada

Na Europa, o consumo de energia primária caiu 8,5% em 2020, o valor mais baixo de sempre desde 1984, com o carvão e o petróleo a diminuírem 19% e 14%, respetivamente. Já a quebra de 13% nas emissões de CO2 no continnete europeu geradas a partir do consumo energético, também marcou o seu valor mais baixo desde pelo menos 1965.

“A diminuição no consumo do carvão (-19%) foi principalmente impulsionada pelo setor da eletricidade, onde o carvão representa agora 13% da produção total, metade do que representava em 2019. Em contrapartida, a procura do gás caiu apenas 3%, com o auxílio da procura que ainda persiste na construção e a queda moderada no setor da eletricidade, devido aos baixos preços de gás praticados”, refere a análise da bp.

Nas renováveis, a produção na Europa aumentou 6,7% em 2020 e foi responsável por 13% do consumo de energia primária, uma subida face aos 11% registados em 2019. O crescimento nas renováveis foi impulsionado pelo aumento da eólica (+8%) e da energia solar (+16%).

“A produção total de eletricidade caiu 4% para 2,771 TWh. As renováveis representam agora 26% do setor de produção energética. Em conjunto com a hídrica e a nuclear, representam 63% do total da produção, frente aos 49% registados em 2009”, analisa ainda a bp.

Já as emissões líquidas de CO2 geradas a partir do consumo energético caíram 13%: “Um valor inferior em 32% aos níveis registados em 1990 e contra o objetivo de reduzir em 20% as emissões de GEE, fixado para o ano de 2020”.

O relatório Statistical Review da BP foi publicado pela primeira vez em 1952 e tem fornecido, ao longo do tempo, informações sobre os episódios mais dramáticos na história do sistema de energia mundial, incluindo a crise do Canal Suez em 1956, a Crise do Petróleo em 1973, a revolução Iraniana em 1979 e o desastre de Fukushima, no Japão, em 2011

Fonte: https://eco.sapo.pt/2021/07/08/eletricidade-solar-aumentou-26-em-portugal-em-2020-acima-da-media-mundial

O “novo normal” da IEA significa que 90% do investimento em energia pós-Covid será em energias renováveis

Uma confirmação adicional – se necessária – de que o futuro da energia do planeta é verde, é feita pela Agência Internacional de Energia(IEA).

Até 90% dos investimentos futuros em equipamentos de geração serão direcionados para energias renováveis, uma tendência acelerada pelo bloqueio do coronavírus no mundo, prevê o órgão das Nações Unidas.

Essa tendência já é evidente. No ano passado, a nova capacidade instalada de fontes renováveis ​​aumentou 45%, o maior salto anual desde 1999, diz o relatório da IEA. Em todo o mundo, o comissionamento previsto para 2021 de renováveis é de 270 GW, apenas ligeiramente abaixo do realizado em 2020.

A aceleração do mundo em direção à eletricidade com baixas emissões é estonteante. Levando a IEA a reavaliar por alto em 25% as suas previsões de energia limpa divulgadas em novembro de 2020, três fatores predominam:

  • Reconhecimento dos governos sobre a emergência climática
  • adoção de leilões invertidos de energia limpa e preços de mercado em queda,
  • Corporações que assinam PPAs fornecidos predominantemente a preços que as fontes tradicionais não podem igualar

A energia solar fotovoltaica tornou-se o “novo rei” da eletricidade global, de acordo com a IEA. As adições de PV chegarão a mais de 160 GW em 2022.

Para o vento, as novas adições aos parques de turbinas do planeta quase dobraram no ano passado, para 114 GW. O aumento pode diminuir durante 2021 e 2022, mas ficará até 50% acima das taxas de acumulação offshore e onshore pré-coronavírus.

A aceleração das energias renováveis ​​pressiona os governos para que fortaleçam as redes de distribuição existentes, observa a IEA. Em 2019, a Rede de transmissão elétrica do Reino Unido comprometeu-se a gastar 7,4 bilhões de libras até de 2027 na atualização das suas redes.

“As energias eólica e solar estão a dar-nos mais motivos para sermos otimistas sobre nossos objetivos climáticos, pois elas quebram recorde atrás de recorde”, comentou o diretor-geral executivo da IEA, Fatih Birol.

“No ano passado, o aumento da capacidade renovável foi responsável por 90% de toda a expansão do setor de energia global”.

“Uma expansão massiva da eletricidade limpa é essencial para dar ao mundo uma chance de atingir as suas metas de electricidade zero”, acrescentou Birol ‘.

Provavelmente a mudança das economias mais avançadas para a energia verde será a nova meta de redução de emissões do presidente Biden nos Estados Unidos. Ainda perante do Congresso, os números da nova administração não estão incluídos nas estimativas de hoje da IEA.

O relatório da IEA está aqui.

https://theenergyst.com/the-future-is-here-ieas-new-normal-means-90-of-post-covid-power-investment-will-be-in-renewables/

Programa Edifícios + Sustentáveis regressa no verão de 2021

Edifícios + Sustentáveis tem dotação sete vezes superior do que no ano passado

A nova edição do programa Edifícios + Sustentáveis regressa no verão de 2021, depois de no ano passado ter sido um sucesso. Serão assim mais 30 milhões de euros para tornar as casas mais eficientes, com recurso a janelas eficientes e painéis solares.

Esta segunda edição do programa Edifícios + Sustentáveis regressa com o apoio de Bruxelas, que dotou o programa com uma capacidade sete vezes superior à primeira edição!

Candidaturas programa Edifícios + Sustentáveis

As novas candidaturas ao programa para as famílias investirem em janelas eficientes e painéis solares estavam previstas para março de 2021, mas apenas deverão avançar no verão! Quem o disse foi João Galamba, Secretário de Estado da Energia.

A primeira edição viu o orçamento de 8,5 milhões de euros esgotados até ao último cêntimo. Inicialmente foram previstos 4,5 milhões até final de 2020 e 4 milhões para início de 2021.

Mas agora os apoios serão bem superiores, cerca de sete vezes superiores, para isso, contamos com o investimento de Bruxelas! Através do Plano de Recuperação e Resiliência, teremos assim um total de 30 milhões de euros para as famílias portuguesas melhorarem a eficiência energética das suas casas!

Financiamento programa eficiência energética

A inclusão deste programa de melhoria da eficiência energética da casa dos portugueses já estava prevista no primeiro Plano de Recuperação e Resiliência dado a conhecer em outubro de 2020, na altura com uma dotação de 620 milhões de euros.

Na altura, João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e da Ação Climática (MAAC), tinha dado a conhecer a iniciativa. Sabendo-se agora que cerca de metade, 300 milhões, irão ser destinados a edifícios residenciais, sendo que no verão de 2021 a primeira tranche servirá para apoiar as famílias com cerca de 30 milhões de euros.

A taxa de comparticipação dos investimentos irá manter-se nos 70% nesta segunda edição do Programa Edifícios + Sustentáveis.

Mas agora há que contar com uma verba extraordinária de 5 milhões de euros para quem pretenda instalar painéis fotovoltaicos, baterias ou outros sistemas de armazenamento, desde que cumpra com as novas comunidades de energia que o Governo pretende promover.

Assim, além das famílias, também as Câmaras Municipais podem concorrer, caso tenham comunidades de energia em bairros sociais!

https://www.portal-energia.com/edificios-sustentaveis/

Quanto custa em média carregar um carro elétrico em Portugal?

A pandemia por COVID-19 veio prejudicar bastante as vendas do segmento automóvel. No entanto, no segmento dos elétricos, houve até um ligeiro crescimento. As tendências e as próprias ofertas têm ajudado ao crescimento.

Mas afinal quanto custa em média carregar um carro elétrico na Europa? E em Portugal?

Em 2020, os carros elétricos representavam 10,5% do total de matrículas na Europa, um aumento significativo em relação a 2019, quando representavam apenas 3%. O caminho do segmento automóvel parece ser mesmo elétrico e nos últimos tempos têm sido criadas várias infraestruturas para dar suporte a esta “nova era”.

Quanto custa carregar um carro elétrico em Portugal?

O site electromaps disponibilizou recentemente uma tabela com o preço médio de carregamento de um carro elétrico. logicamente que tal resposta depende da capacidade da bateria. Para o estudo realizado, foi usado um carro elétrico com uma bateria de 60 kWh.(290-380 km de autonomia)

Com esta capacidade (aproximada) temos, por exemplo, um VW ID.3 de 58 kWh ou o Hyundai KAUAI e Kia e-Niro com 64 kWh bateria.

Como se pode ver pela imagem seguinte, o preço médio para carregar na totalidade um veículo elétrico com uma bateria de 60 kWh custa cerca de 13,25 euros. Portugal não é dos países mais caros, pois à frente tem países como a Alemanha (19,02€), Dinamarca (17,71), Espanha (13,99 euros), etc. Mas também há países mais baratos, dentro da mesma “faixa” como França (11,87€), Suécia (11,41 €) e Holanda (8,92€).

Os mais baratos são mesmo a Ucrânia (2,91€), a Sérvia (4,61 €), a Macedónia (4,89 €) entre outros.

Tendo em conta a comparação de 38 países, Portugal aparece quase no final da tabela, como sendo um dos mais caros para se carregar um veículo elétrico.

Esta diferença de preços dos 38 países que compõem a lista deve-se a diversos motivos, como a situação política, a situação energética, a origem da energia, o custo da energia, as condições meteorológicas, os impostos, os salários. Ou mesmo a capacidade de recarregar em casa ou no trabalho, entre outros fatores.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/motores/afinal-quanto-custa-em-media-carregar-um-carro-eletrico-em-portugal/

Produção de baterias Volkswagen pode vir a ter fábrica em Portugal

Há coisa de um ano a Volkswagen anunciou o arranque de uma fábrica piloto para produção de baterias na Alemanha, em Salzgitter. Um investimento superior a 100 milhões de euros, canalizados principalmente para a investigação e desenvolvimento.

Um investimento que irá também permitir cumprir com a promessa feita no Power Day VW de reduzir para metade o preço das baterias dos elétricos daqui a dois anos.

Mas o plano passou sempre por nas imediações dessa fábrica de desenvolvimento de células para baterias, erguer um outro complexo de fábricas, em parceria com os suecos da Northvolt, os mesmo em quem a VW já investiu 900 milhões de euros, mas que também lidam com outros construtores, como a BMW, e com quem assinaram um contrato no valor de 1.7 mil milhões de euros para produzir baterias em Skelleftea, Suécia.

Agora, a parceria entre a VW e a Sueca vai dar frutos, com a produção a iniciar-se em 2023 e a ser orientada em conjunto com a VW, que irá concentrar a maior parte da produção! As duas empresas reviram o objetivo inicial, pois a ideia era arrancar ainda em 2021 com uma produção anual de 40GWh, mas o prazo acabou por derrapar dois anos… mas ao mesmo tempo salvaguardaram a ampliação do complexo até atingir os tais 40GWh!

Quanto à unidade em Salzgitter, que teria uma capacidade de produção de 16GWh, também será revista para os 40GWh por ano, o mesmo irá acontecer às restantes fábricas de produção de baterias previstas para o Velho Continente.

Assim, contas feitas, daqui a 9 anos, o Grupo Volkswagen, espera ter uma produção total de baterias para elétricos superior a 240GWh!

Ora, assim, das 4 unidades que a VW vai dedicar à produção de baterias e células, apenas foi revelada a localização de duas. Localização que irá depender das condições oferecidas por cada país e onde entra o nome de Portugal!

Assim, uma das fábricas de produção de baterias ficará localizada em Espanha, França ou Portugal e a outra será instalada na Europa de Leste!

Fonte: https://www.portal-energia.com/producao-de-baterias/

Custo das baterias de ião-lítio caiu 97% nas últimas três décadas

Um novo estudo do MIT demonstra que o custo das baterias de ião-lítio – usadas para carregar telefones, portáteis e veículos elétricos – caiu 97% nas últimas três décadas.

A pesquisa, baseada numa análise detalhada dos custos e desempenho de baterias, concluiu que a queda acentuada dos custos é comparável ao declínio, mais amplamente divulgado, do custo das células fotovoltaicas para painéis solares, “que muitas vezes são tidos como uma espécie padrão de ouro em inovação de energia limpa ”, disse a coautora do estudo Jessika Trancik, professora associada do Instituto de Dados, Sistemas e Sociedade do MIT. Afirmou ainda que o declínio contínuo das baterias de ião-lítio terá ramificações importantes para a crescente eletrificação de veículos e a expansão do uso de baterias estacionárias, que pode ajudar a compensar o fornecimento intermitente das energias eólica e solar.

“Eu não posso exagerar a importância dessas tendências na inovação de energia limpa para nos levar onde estamos neste momento até onde começará a parecer que podemos ver a rápida eletrificação de veículos e estamos vendo o forte crescimento das tecnologias de energia renovável, ” disse Trancik.

Ela afirmou que tem havido grande incerteza e desacordo sobre quanto os custos das baterias de ião-lítio diminuíram nas últimas décadas, em parte porque esses números eram dados de empresas e mantidos privados. Mas o estudo do MIT foi capaz de reunir as peças do puzzle da queda de preços, analisando toda a literatura publicada sobre nos últimos 30 anos.

fonte: https://e360.yale.edu/digest/coss-of-lithium-ion-batteries-has-fallen-by-97-percent-study-says?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+YaleEnvironment360+%28Yale+Environment+360%29

Plataforma para acelerar a produção de painéis PV na Europa

A “European Solar Initiative” e a “Solar Power Europe” uniram-se para lançar a plataforma “Solar Manufacturing Accelerator“, que visa acelerar a implantação de projetos de fabricação de painéis fotovoltaicos na Europa – para fortalecer a liderança da UE em tecnologias de energia limpa e contribuir para a re-industrialização da Europa.

Esta iniciativa é coordenada pela “Solar Power Europe” e tem o apoio dos seus parceiros ESMC, ETIP-PV, IPVF e VDMA. Está aberto a qualquer empresa ou organização que deseja desenvolver ou fazer parceria em projetos de fabricação de painéis PV. A plataforma abrangerá um amplo portfólio de projetos europeus e fá-lo-á identificando parceiros e obtendo investidores financeiros com o objetivo de aumentar o número de projetos de fabricação solar fotovoltaica na Europa. Também visa contribuir para o sucesso do Acordo Verde Europeu.

Walburga Hemetsberger, CEO da”Solar Power Europe“, declarou. “Como a tecnologia renovável de menor custo e com maior necessidade de mão de obra, a energia solar está preparada para cumprir os objetivos do Acordo Verde Europeu e da Recuperação Verde. O “momentum” está a crescer para expandir as atividades de manufatura na UE, com base na forte aceitação do mercado interno confirmada em 2020, apesar da pandemia COVID-19 e da liderança tecnológica sustentada das empresas europeias. Após o lançamento bem-sucedido do “Solar Manufacturing Accelerator” em maio de 2020, hoje temos o prazer de impulsionar ainda mais a indústria solar, com o EIT InnoEnergy, com o lançamento da “European Solar Initiative”. ”

Há ainda uma plataforma de investimento empresarial, que acompanha o desenvolvimento de projetos de fabricação de energia solar fotovoltaica abrangentes e competitivos na Europa que faz a ligação entre os promotores de projetos e investidores. As empresas podem-se inscrever e os promotores dos projetos serão acompanhados no amadurecimento dos seus projetos e no contato com os financiadores.

Fonte:https://cleantechnica.com/2021/02/26/solarpower-europe-launches-solar-manufacturing-accelerator

Turbina Éolica mais potente do Mundo

A Vestas, uma empresa dinamarquesa de turbinas eólicas, anunciou esta semana que desenvolveu uma nova turbina eólica “offshore” projetada especificamente para zonas propensas a tufões.

Como o nome indica, a “V236-15.0 MW” produzirá 15 megawatts de eletricidade – a maior potência de qualquer turbina eólica no mundo. A que mais se aproxima é a “Haliade X-13” da GE, que será instalado no parque eólico “offshore” Dogger Bank do Reino Unido, no Mar do Norte.

A V236-15.0 MW é um gigante autêntico.

Possui três lâminas com 115,5 metros de comprimento para uma área total de varrimento de mais de 43.000 metros quadrados – ou 4,3 hectares.

Cada turbina será capaz de gerar 80 gigawatts-hora (GWh) de eletricidade por ano, o suficiente para abastecer 20.000 residências.

Henrik Andersen, CEO da Vestas, disse em comunicado à imprensa: “A introdução da nova plataforma “offshore” é uma grande conquista para todos na Vestas, pois marca um grande salto num caminho muito importante. Como líder global em energias renováveis, todas as decisões que a Vestas toma hoje devem servir para aumentar a escala das renováveis ​​no futuro – só assim podemos garantir um sistema energético futuro mais sustentável. A energia eólica “offshore” desempenhará um papel fundamental no crescimento da produção eólica e a “V236-15.0 MW” será um impulsionador neste desenvolvimento, reduzindo o custo nivelado da energia, tornando nossos clientes mais competitivos em licitações offshore no futuro. ”

Esse custo nivelado de energia, conhecido na indústria como LCOE, é importante. Por exemplo, de acordo com a Wind Power Monthly, usar as novas turbinas Vestas pode aumentar a produção anual de energia de um parque eólico nominal de 900 MW em 5%, usando menos 34 turbinas. Isso, por sua vez, reduz a necessidade de fundações e cablagem interplataforma, o que pode reduzir substancialmente o custo de um projeto.

A Vestas diz que o V236 – 15 MW foi desenvolvido internamente com base na experiência com sua plataforma eólica onshore EnVentus introduzida em 2019, juntamente com sua experiência no mundo real com as mais de 1200 turbinas eólicas offshore que instalou na última década. E que a primeira das novas turbinas será instalada para fins de teste em 2022, com a produção em série programada para começar em 2024.

Escalabilidade

No mundo altamente competitivo da energia eólica offshore, onde Vestas, GE, Orsted e Siemens e Gamesa são as empresas dominantes, o progresso e o desenvolvimento nunca param. E a “V236-15 MW” ainda nem está em produção e a empresa já pensa numa versão de 17 MW melhorada para um futuro a curto prazo. Turbinas menos potentes também podem ser apropriadas para certos usos.

A energia eólica offshore é uma indústria enorme e vital para a descarbonização da economia global. Cada Vestas “V236-15 MW” elimina 38.000 toneladas de emissões de dióxido de carbono, o que é equivalente a remover 25.000 carros de combustão interna das estradas do mundo. Colocar turbinas eólicas no mar, onde não são visíveis da costa, elimina muitas das reclamações que se ouvem sobre a energia renovável que ameaça os agricultores ou exige o corte raso de florestas. Os ventos sobre o oceano tendem a ser mais estáveis ​​e previsíveis do que os ventos terrestres, o que leva a uma maior produção de energia ao longo do tempo em comparação com os sistemas terrestres.

Traduzido e Adaptado (17/02/2021) de : https://cleantechnica.com/2021/02/12/vestas-unveils-worlds-most-powerful-offshore-wind-turbine/

Inédito: Energias renováveis ultrapassaram combustíveis fósseis na UE

Os países da Europa têm apostado bastante em energias renováveis. Portugal é um desses exemplos tendo até batido recentemente o recorde na produção de energia sem carvão. O sistema elétrico nacional esteve 111 horas sem usar a produção térmica clássica.

Notícias recentes revelam que, na União Europeia, o consumo de energias renováveis ultrapassou a energia produzida por combustíveis fósseis.

As energias renováveis geraram 38% da eletricidade da Europa

As energias renováveis ultrapassaram os combustíveis fósseis como principal fonte de eletricidade da UE pela primeira vez em 2020. As energias renováveis geraram 38% da eletricidade na Europa, ultrapassando os 37% do mercado gerado pelos combustíveis fósseis.

O estudo revelou que a eletricidade da Europa é 29% mais limpa do que em 2015. Isso de acordo com um novo estudo “The European Power Sector in 2020” realizado pelas Think tanks Ember e Agora Energiewende.

Os dados agora revelados foram impulsionados pela geração de energia eólica e solar que quase duplicou desde o ano de 2015 para fornecer 20% da eletricidade da UE em 2020. As maiores participações de energia eólica e solar ocorreram na Dinamarca (61%), Irlanda (35%), Alemanha (33%), e Espanha (29%).

Em contraste, a energia a carvão caiu bastante desde 2015. Em 2020, a geração de carvão caiu 20% para fornecer apenas 13% da eletricidade da Europa. Em comparação, a geração de gás caiu apenas 4% em 2020. Um preço robusto do carbono significava que a geração de gás era a forma mais barata de geração de combustível fóssil.

A procura de eletricidade na Europa caiu 4% em 2020, atingindo níveis mínimos em abril no pico dos bloqueios de COVID-19. O aumento das energias renováveis foi “robusto” apesar da pandemia, enquanto a queda dos combustíveis fósseis foi limitada por uma recuperação na procura e geração nuclear abaixo da média.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/informacao/inedito-energias-renovaveis-ultrapassaram-combustiveis-fosseis-na-ue/

Preço das baterias continua em queda

O mercado dos carros elétricos tem vindo a crescer significativamente. Existe no mercado vários modelos, a vários preços, mas o que realmente influencia o valor final de um carro elétrico é o seu pack de baterias. Olhando para os últimos números, constatamos que o preço das baterias caiu para os 111€/kWh no decorrer de 2020.

Quando se começou a falar de carros elétricos e das baterias destes, as baterias de lítio custavam mais de 1100$/kWh, isto em 2010, se bem que desde aí o preço caiu cerca de 90% para 137$/kWh, o equivalente a 111€/kWh (no final de 2020)!

As perspetivas futuras, segundo a BNEF, é que em 2023 o preço médio das baterias ronde os 100€/kWh. O que pode significar que o preço dos carros elétricos também possa vir a baixar a curto prazo!

A razão para a queda do preço das baterias

A queda de preços das baterias dos carros elétricos em 2020 deveu-se ao aumento da procura, ao crescimento do número de vendas de carros elétricos, bem como à introdução de novos designs de embalagens.

O aparecimento e desenvolvimento de novos químicos catódicos, bem como redução dos custos de produção, vão levar ainda mais à queda dos preços a curto prazo!

Os materiais catódicos atingiram o seu preço máximo na primavera de 2018, sendo que desde aí começaram a cair, tendo estabilizado em 2020.

O objetivo de conseguir um preço de 101$/kWh para as baterias em 2023, o que equivale a 82€/kWh, é longo, mas possível! Os responsáveis acreditam que mesmo com contratempos, como aumento de preços das commodities, o preço base irá ser atingido!

Baixar mais que os 100$/kWh? Complicado… a indústria ainda não sabe como conseguirá baixar o preço das baterias abaixo desse valor, se bem que é expectável que em 2030 consigam atingir os 58$/kWh! Não que seja impossível, mas há que ter em conta as várias opções e decisões nesse caminho!

Fonte: https://www.portal-energia.com/preco-das-baterias-em-queda/