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Imagens de um mundo mais sustentável

Imagens aéreas e de satélite impressionantes que mostram como os países estão a começar a responder à crise ambiental global restaurando ecossistemas, expandindo a energia renovável e construindo infraestrutura de resiliência climática. Retiradas do livro  Overview Timelapse: How We Change the Earth

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

O Oosterscheldekering, barreira contra inundações provocadas por tempestades do Scheldt(rio) Oriental, é a maior de uma série de 13 açudes projetados para proteger a Holanda das inundações do Mar do Norte. Foi construída em resposta aos danos generalizados e perda de vidas devido à inundação do Mar do Norte em 1953. A barreira estende-se ao longo de 9 km e usa grandes comportas deslizantes do tipo portão que podem ser fechadas durante as marés altas.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

Um ano de progresso (2018-2019) da iniciativa Grande Muralha Verde, uma iniciativa de plantação em massa de árvores que visa parar o avanço da desertificação na região do Sahel, no extremo sul do Saara. Numa área afetada pelo agravamento das secas, escassez de alimentos e migração climática, o projeto pretende restaurar cerca de 100 milhões de hectares de terras degradadas até 2030, plantando uma linha de árvores de 8.000 km, como esta seção ao longo da fronteira da Mauritânia e do Senegal.

SOURCE IMAGERY © NEARMAP – BARANGAROO, AUSTRALIA

Pás para turbinas eólicas agrupadas numa fábrica em Little Rock, Arkansas, EUA. As pás individuais são transportadas a partir desta fábrica em camiões para os parques eólicos e, de seguida, instaladas no local. As lâminas mais compridas na imagem têm 106 m de comprimento.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

Durante décadas, as águas da Ilha Nanri no Mar da China Meridional foram cultivadas para o crescimento de kelp e algas marinhas e para a criação de abalones (moluscos gastrópodes). Desde 2015, turbinas eólicas offshore operam no meio das redes de pesca que circundam esta ilha chinesa, com efeito mínimo na produção aquícola.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

O Parque Eólico Fântânele-Cogealac, na Roménia, é o maior parque eólico terrestre da Europa. O parque foi construído no meio de campos de colza, demonstrando o uso duplo das terras possível com energia renovável. Com 240 turbinas, o parque eólico gera 10% da produção de energia renovável da Romênia.

aSOURCE IMAGERY © NEARMAP – BARANGAROO, AUSTRALIA

Antes e depois da instalação de painéis solares no topo do Centro de Distribuição Westmont em San Pedro, Califórnia. Os 185.800 metros quadrados de painéis têm um design bifacial, o que significa que eles podem absorver luz refletida da superfície do telhado para além da radiação solar direta. Isso faz com que os painéis possam gerer até 45% mais energia do que os painéis solares tradicionais de telhado e alimentam 5.000 casas próximas.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

Uma vista aérea do sistema MOSE de 6 mil milhões de US $ em Veneza, Itália, uma rede de 78 portões de aço projetados para conter o aumento do nível do mar e proteger a cidade das tempestades do Mar Adriático. Veneza, construída no topo de uma lagoa, já sofre cheias regulares quando as marés altas trazem água para as ruas da cidade. O sistema MOSE, com conclusão prevista para 2022, será capaz de interromper marés de até 3 metros.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

A Cidade Sustentável é um complexo no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, construído para ser o primeiro empreendimento com emissões zero do país. A área ocupada por cerca de 2.700 pessoas tem moradias, escritórios, lojas, centro de saúde e supermercados no local. Onze estufas “biodome” produzem produtos para os residentes, um sistema de arrefecimento passivo mantém os requisitos de energia baixos e todas as casas têm painéis solares e tinta refletora de UV para reduzir a acumulação de calor.

Fonte: https://e360.yale.edu/features/overview-transforming-land-and-sea-for-a-more-sustainable-world?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+YaleEnvironment360+%28Yale+Environment+360%29

Painéis Solares + Agricultura – ainda não viu nada.

Foto:Merrill Smith

Há bem pouco tempo que a ideia de combinar painéis solares com a agricultura quase inconcebível. De repente, esta área começou a explodir, por assim dizer. O Departamento de Energia dos Estados Unidos vai incestir 7 milhões de dolares para lançar as sementes de uma nova revolução na agricultura americana.

Foto:Dennis Schroeder/NREL

Painéis Solares Vs. Agricultura

Se a instalação de painéis solares para ajudar no crescimento de algo parece contra intuitiva, há um bom motivo para isso. Até muito recentemente, os painéis solares eram inimigos da agricultura. Os desenvolvimentos solares típicos envolviam/envolvem a colocação de fileiras de painéis fotovoltaicos que cobrem hectares de terra que poderiam ser usados para o cultivo.

Os lucros dos arrendamentos de terras para instalações solares fornecem uma tábua de salvação para os agricultores americanos para resistirem aos desafios do mercado global de alimentos, exacerbados pelas políticas comerciais do presidente Trump. No entanto, se a tendência atual continuar, os EUA e outras nações enfrentarão problemas globais de abastecimento de alimentos.

O Laboratório Nacional de Energia Renovável, por exemplo, estimou que apenas os EUA poderiam perder cerca de 0.8 milhões de hectare de terra agrícola para os painéis solares até 2030.

Foto:Dennis Schroeder/NREL

Painéis solares com Agricultura = “Agrivoltaicos”

No melhor dos dois mundos, os painéis solares poderiam ser erguidos a apenas mais alguns metros do solo, o que permitiria aos agricultores beneficiar da renda de energia renovável enquanto faziam as lavouras ou criavam gado entre os painéis PV.

A CleanTechnica percebeu a tendência há um tempo atrás, quando investigadores da Universidade do estado de Oregon descreveram como os painéis solares podem criar um microclima de arrefecimento que melhora as condições para várias culturas. Também chegaram à conclusão de que o mesmo efeito de arrefecimento pode melhorar a eficiência dos painéis solares.

Desde então, a base de conhecimento sobre os benefícios do PV para melhorar as produções de culturas e forragens tem aumentado, o Departamento de Energia lançou o guia “farm to lightbulb” para os agricultores, e o movimento começou a estabelecer-se de várias formas por todo o país.

O uso a terra sob os painéis solares para apascentar gado ou estabelecer habitats para polinizadores unicamente está a tornar-se obsoleto. E estão a surgir novas formas de “agrivoltaicos”. No Massachusetts, por exemplo, os produtores de arando descobriram que podem cultivar os rebentos sob os painéis solares e os legisladores do estado pensam que a via do fotovoltaico pode ajudar a atrair uma nova geração para a agricultura.

Algo interessante também está a acontecer no Minnesota. Décadas de produção agrícola contínua exauriram o solo no Estado e agora está a recorrer a painéis solares para obter ajuda. Essa coisa do microclima é a chave. Ele encaixa-se na agricultura regenerativa, que implanta práticas agrícolas que conservam água e energia enquanto melhoram a constituição e saúde do solo.

Na verdade, a área de agricultura “agrivoltaica-regenerativa” já se popularizou. Empresas solares de todos os tamanhos, desde a empresa americana BlueWave até á Lightsource BP, estão a incorporar agricultura regenerativa nas suas propostas de instalações de centrais fotovoltaicas.

Fonte: https://cleantechnica.com/2020/11/19/solar-panels-agriculture-you-aint-seen-nothing-yet/

Autoconsumo dá isenção total de custos aos consumidores

Consumidores que pretendam produzir energia em regime de autoconsumo e depois injetem na rede o excesso produzido, vão passar a ter isenção total dos custos de interesse económico geral (CIEG), isto em caso de projetos de comunidades e autoconsumo coletivo e 50% em autoconsumo individual.

A novidade foi dada por João Galamba, Secretário de Estado da Energia, no seminário online “A transição energética e o investimento das comunidades”, organizado pelo projeto Ponto Energia.

Diz o secretário de estado que já assinou o despacho há duas semanas e “foi enviado para publicação, e demos uma isenção total de CIEG para todos os projetos que utilizem a rede pública, sejam de autoconsumo coletivo ou de comunidades de energia, enquanto o individual tem apenas uma redução de 50%”.

De referir que a CIEG é responsável por cerca de 30% do valor da fatura da eletricidade em Portugal, e a sua isenção total ou parcial tem estado em discussão desde outubro de 2019, através do decreto-lei 162/2019, na altura aprovou o regime jurídico aplicável ao autoconsumo de energias renováveis.

Galamba diz que esta medida vai ser importante, visto que era uma barreira que vai deixar de existir para o desenvolvimento de projetos. Assim o despacho será um desbloqueador da situação, o que vai ter um impacto significativo na viabilidade económica e financeira.

Os projetos de autoconsumo vão assim ter melhores condições para proliferarem, pois, até ver tem sido mais lenta que o desejado. “Nesta primeira fase, aquilo que temos verificado é que os projetos de autoconsumo e as comunidades [de energia], apesar de partirem de um quadro geral, são projetos singulares, com especificidades próprias.

O que temos procurado dizer, assim que tomamos conhecimento de algum projeto — e tem havido vários a nível das autarquias, como Lisboa, Porto e Cascais — é para terem uma forte interação com a DGEG [Direção-Geral de Energia e Geologia] e com a ERSE nos desenhos iniciais desses projetos, para terem um acompanhamento mais próximo e perceberem como é que podem implementá-los”.

Junho será também um mês de novidades, pois a ERSE irá fazer um levantamento sobre os avanços regulamentares desde a publicação do decreto-lei 162/2019, bem como das barreiras que ainda têm que ser eliminadas no autoconsumo coletivo e comunidades de energia.

O Secretário de Estado da Energia admite que ainda há muito a fazer, para maximizar o potencial do decreto-lei aprovado, sendo objetivo do executivo dar ainda mais incentivos para esta área.

Brevemente o Governo dará início ao esboço de uma estratégia nacional de longo prazo para combater a pobreza energética, sendo que em breve será aprovada a estratégia de longo prazo de renovação de edifícios. Estratégia que irá passar por promover a eficiência energética, uma área em que houve atrasos, mas que se estão a recuperar!

Galamba falou ainda na redução do IVA da eletricidade por escalões de consumo, que, entretanto, recebeu a luz verde de Bruxelas no início do mês de junho, sem oposição de qualquer estado-membro, refere que tem sempre a ver com a compra de eletricidade e não será relevante na questão do autoconsumo e das comunidades de energia.

Por acaso ainda tenho algumas dúvidas de como é que funciona, depois, na partilha de energia, se há IVA ou não há IVA (confesso que essa parte não tenho ainda totalmente clara), mas o IVA será mais crítico na compra de eletricidade fora do modelo de autoconsumo e de comunidades. E aí vão baixar os custos de eletricidade”, disse.

Fonte: https://www.portal-energia.com/autoconsumo-isencao-custos-consumidores (01/12/2020)

Quão mais barato é utilizar um veículo elétrico?

Um dos benefícios mais citados quando se fala em mudar para um Veículo elétrico (VE) é que os custos de utilização são significativamente mais baixos do que os de um veículo com motor de Combustão interna (CI), mas quão mais baratos são realmente? Evidentemente que isso é algo muito difícil de quantificar e para aumentar essa dificuldade, os fornecedores de eletricidade em toda a Europa têm criado promoções lucrativas para atraírem cada vez mais clientes proprietários de VE.

Será que um proprietário típico de um VE economizará dinheiro mudando para uma tarifa VE?

Na Delta-EE acreditamos que essas são duas questões que precisam de alguma atenção. Portanto, neste blog – e em reconhecimento ao Dia Mundial do VE i – quero compartilhar os resultados da última análise da equipa de VE – uma análise profunda dos custos de carregamento de VE em casa por toda a Europa.

Questão 1: Quão mais barato é conduzir um VE do que um veículo CI?

Resposta: 61% mais barato para ser preciso!

European drivers save 832 Euros 756 pounds per year switching to an EV

A partir da análise pan-europeia da Delta-EE, combinando mais de 200 fornecedores de eletricidade doméstica e carregamentos públicos com dados de preços de gasolina, concluímos que:

  • Um proprietário médio de um VE na Europa gasta € 45,09 no carregamento de um VE num mês normal.
  • Destes, € 29,35 é o valor médio que os europeus estão a adicionar às suas contas de eletricidade em casa todos os meses para carregar o VE.
  • Os restantes 15,74 € destinam-se à cobrança pública (de taxas de acesso, taxas de sessão e subscrições).
  • Quando comparado com o gasto médio antecipado com gasolina de 114,45 € por mês, esta seria uma poupança de 69,38 € todos os meses – uma redução de 61%.
  • Tal como indica a imagem acima, isto representa uma economia de € 832,29 ao longo do ano. Essa economia anual pode compensar perfeitamente o custo da instalação de um ponto de carga doméstico. *

Obviamente, muitos cenários dos proprietários de VE não se enquadram nos números indicados em cima (se não tiver estacionamento privado, por exemplo). Contudo, esta análise fornece uma referência útil para perceber a escala de transações que estão a ser feitas e economizadas pelo cliente europeu típico que optou por usar um VE em 2020.

Questão 2: Será que um utilizador típico de VE poupa dinheiro se mudar para um fornecedor com tarifa VE?

Resposta: não necessariamente – verifique as opções.

A análise explorou 64 fornecedores de eletricidade em seis mercados europeus e classificámos o custo de carregamento residencial para cada mercado. A imagem abaixo resume quem obteve o melhor valor em termos de contrato total de energia doméstica para os proprietários de VE hoje em dia.

Nota: nesta parte da análise, incluímos os custos fixos do contrato de eletricidade no topo do custo unitário por kWh para cobrança de VE e excluídos os custos unitários por kWh para outros fins de energia doméstica. Isso faz a comparação mais justa de um fornecedor para o outro.

the best home electricity contracts for EV owners in 2020

As tarifas VE estão a começar a aparecer nos principais mercados europeus, nomeadamente no Reino Unido e na Espanha – essas tarifas foram pensadas com o proprietário de um VE em mente. Algumas dicas importantes:

  • 28% dos nossos fornecedores de eletricidade tinham ofertas de tarifas VE. Nenhum na Holanda ou Noruega, apesar de serem os principais mercados de VE em 2020.
  • As tarifas mais baratas para um proprietário de EV no Reino Unido e na Espanha foram as tarifas de VE (British Gas e Lucera, respetivamente).
  • No entanto, em média, as tarifas VE eram mais caras do que a média de outras tarifas no mercado, para um proprietário de VE com quilometragem média (calculamos em 1.385 km por mês). Apenas na Alemanha uma tarifa VE era consistentemente melhor.
  • As tarifas VE fazem mais sentido do ponto de vista financeiro em toda a Europa para proprietários de alta quilometragem, aqueles que normalmente conduzem de 3.000 a 4.000 km por mês.
  • Algumas tarifas VE são agrupadas com outros produtos ou serviços, portanto, o preço por si só pode não refletir o valor total que se recebe.

Os proprietários de VE devem definitivamente explorar a variedade de promoções disponíveis, mas devem certificar-se que conduzem o suficiente tornar a tarifa VE rentável.

As propostas de VE estão apenas no início.

Sabemos que estamos apenas no início da jornada. Com a adoção de VE, os preços e as propostas irão evoluir cada vez mais. Por enquanto, convidamo-lo a usar estes dados e, por favor, entre em contato se estiver interessado em saber mais.

Um enorme obrigado a Sarah, Mira, Edna, Leo e Jason, nossa equipe de alunos do curso MPhil Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Cambridge. A equipa apoiou a Delta-EE extensivamente no design do modelo, recolha e análise de dados como parte de uma avaliação em seu curso.

Texto de Andy Bradley (Diretor Delta-EE) traduzido a partir de:

https://energycentral.com/c/ec/how-much-cheaper-it-run-ev-and-should-i-get-ev-tariff?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Energy+%26+Sustainability+Network+%28all+posts%29

4 Factos acerca do COVID e do consumo de eletricidade (nos EUA)

O professor Steve Cicala tem vindo a estudar o efeito da Covid no consumo de eletricidade desde março, quando o Wall Street Journal iniciou seu trabalho documentando uma redução de 18% no consumo de eletricidade na Itália.

O novo trabalho do professor, concentrado nos Estados Unidos, é particularmente atraente porque usa dados que permitem distinguir entre os sectores residencial, comercial e industrial.

Sem mais demora, aqui estão quatro factos que ele verificou sobre a Covid e o consumo de eletricidade nos EUA.

Facto#1: As empresas estão a usar menos

O consumo de eletricidade do sector comercial nos EUA caiu 12% durante o segundo trimestre de 2020. O consumo de eletricidade no sector industrial caiu 14% no mesmo período

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Isso faz sentido. O segundo trimestre foi por algumas avaliações, o pior trimestre para a economia dos EUA nos últimos 145 anos!

A actividade económica encolheu. Escolas fechadas. Escritórios fechados. Fábricas fechadas. Restaurantes fechados. Shoppings fechados. Até mesmo os consultórios de saúde fecharam porque os pacientes demoraram a ir ao dentista e a outros cuidados de rotina. Tudo isso significa menos aquecimento e arrefecimento, menos iluminação, menos refrigeração, menos energia para computadores e outros equipamentos de escritório, menos tudo.

A queda no setor industrial é um pouco mais surpreendente. A minha impressão era de que o sector industrial não tinha caído tanto quanto comercial, mas os padrões para ambos os setores são bastante semelhantes, com o pico da queda a dar-se em maio, recuperando parcialmente até julho. O documento mostra também que as áreas com taxas de desemprego mais altas tiveram quedas maiores em ambos os setores.

Facto#2: As famílias estão a usar mais

Enquanto as empresas estão a usar menos, as famílias estão a usar mais. O consumo de eletricidade residencial nos EUA aumentou 10% durante o segundo trimestre de 2020. O consumo aumentou durante março, abril e maio, e estabilizou em junho e julho com uma menor recuperação do que a observada no comércio / indústria.

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Esse padrão também faz sentido. Nas palavras do professor Cicala, “as pessoas estão a passar uma quantidade excessiva de tempo em casa”. Muitos de nós mudámos para trabalhar em casa quase imediatamente, e não olhamos para trás. Isso significa mais ar condicionado, mais máquina de lavar louça a trabalhar, mais CNN (especialmente na semana passada), mais Zoom e assim por diante.

O artigo também examina as correlações do declínio. As áreas nos EUA onde mais pessoas podem trabalhar em casa experimentaram aumentos maiores. As taxas de desemprego, no entanto, não têm praticamente correlação com o aumento.

Facto#3: As empresas com menos consumos nos picos

O artigo a seguir volta-se para um novo conjunto de dados do Texas em que é possível medir o consumo de eletricidade por hora e por setor.

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Como a figura acima ilustra, os maiores declínios no consumo de eletricidade comercial / industrial ocorreram de segunda a sexta-feira, entre 9h e 17h. A linha tracejada mostra o padrão durante 2019. Observe os grandes picos no consumo de eletricidade durante o horário comercial. A linha contínua mostra o padrão durante 2020. Picos muito menores durante o horário comercial.

Facto #4: Todos os dias são como o Domingo

De novo, observando o padrão de 2019, refletido pela linha tracejada. Antes de Covid, as residências do Texas usavam muito mais eletricidade aos sábados e domingos.

Chega o Covid, e todos os dias se transformam no fim de semana. O consumo residencial de eletricidade no Texas durante o horário comercial de segunda a sexta-feira aumentou 16%.

No padrão para 2020, não é fácil distinguir fins de semana de dias de semana. Se acha que os dias de semana e fins de semana estão se tornando um grande borrão, não está sozinho.

Conclusão

Os investigadores estão a pensar cada vez mais no consumo de eletricidade como um indicador em tempo real da actividade económica. Esta é uma ideia intrigante, mas o novo artigo do Professor Cicala mostra que é importante olhar sector a sector.

Embora o consumo comercial e industrial realmente pareça medir a força de uma economia, o consumo residencial tem estado em forte contra-ciclo, aumentando exatamente quando as pessoas não estão no trabalho nem na escola.

Estas grandes mudanças de comportamento são específicas da pandemia. Ainda assim, com o aumento da indefinição das actividades domésticas e não domésticas, podemos olhar para 2020 como um ponto de viragem fundamental na maneira como pensamos sobre esses três sectores da economia.

De forma mais ampla, o artigo do professor Cicala destaca o valor da pesquisa em ciências sociais. Precisamos de fatos, dados e, sim, ciência, se quisermos entender a economia e elaborar políticas eficazes.

Texto Original: Davis, Lucas. “Four Facts about Covid and U.S. Electricity Consumption” Energy Institute Blog, UC Berkeley, November 9, 2020, https://energyathaas.wordpress.com/2020/11/09/four-facts-about-covid-and-u-s-electricity-consumption/

a partir de Steve Cicala, “Powering Work From Home”, October 2020, NBER Working Paper #27937.

Venda de carros electrificados ultrapassa os diesel na Europa

Segundo a consultora JATO Dynamics, em setembro, o número de matrículas para carros eletrificados foi superior às dos veículos com motor diesel. Além disso, de acordo com a análise de mercado, a procura de carros a gasolina e diesel registou uma quebra de dois dígitos em setembro de 2020, face ao período homólogo de 2019.

As matrículas de carros a gasolina representaram 47% do volume total do mercado europeu, ou seja, uma quebra de 12% face a 2019. Relativamente aos automóveis com motor a diesel, a quebra foi de 4%. O número de matrículas para carros eletrificados disparou (de 11% para mais de 25%).

É verdade que por margens pequenas, mas o número de matrículas para veículos eletrificados ultrapassou efetivamente o número de matrículas para carros com motor a diesel. No total foram matriculados 327 800 unidades de carros eletrificados em setembro (um crescimento de 139%).

https://www.jato.com/in-september-2020-for-the-first-time-in-european-history-registrations-for-electrified-vehicles-overtook-diesel/

Tem um carro elétrico? Não há desconto no IVA da eletricidade (se carregar na rua)

De acordo com as informações, a taxa de IVA da eletricidade vai passar de 23% para 13% até determinados escalões de consumo. De referir que este era já um compromisso que estava definido no Orçamento do Estado de 2020.

Até aos primeiros 100 Kwh consumidos por mês reduz-se a taxa de 23% para 13%. Para o consumo mais alto, mantém-se a taxa mais alta, de 23%. Relativamente aos agregados familiares mais numerosos, aplica-se uma majoração de 50%.

De acordo com a Portaria n.º 247-A/2020, não estão abrangidos…

  • a) O consumo de eletricidade por instalações provisórias ou instalações eventuais, assim consideradas nos termos da regulamentação aplicável;
  • b) A produção, distribuição e autoconsumo de eletricidade;
  • c) O fornecimento de eletricidade para consumo cujo contrato tenha por base um escalão de potência indeterminado ou quando não exista potência contratada, nomeadamente o fornecimento de eletricidade:
  • Para iluminação pública;
  • Para carregamento de veículos elétricos em posto de carregamento;
  • d) A componente fixa da tarifa de acesso às redes e as demais componentes relativas à potência contratada que não variam com a quantidade de kWh consumidos;
  • e) As taxas e impostos sobre a eletricidade, designadamente o Imposto Especial de Consumo, a Contribuição Audiovisual e a taxa DGEG.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/motores/tem-um-carro-eletrico-nao-ha-desconto-no-iva-da-eletricidade-se-carregar-na-rua/

Eletricidade Solar atinge custos historicamente baixos

Em algumas partes do mundo, a energia solar é agora a fonte de eletricidade mais barata da história, graças a políticas de incentivo ao crescimento da energia renovável, de acordo com um novo relatório divulgado hoje pela Agência Internacional de Energia (IEA).

A luz solar é grátis, mas a tecnologia necessária para transformá-la em eletricidade pode ser cara. Para incentivar mais pessoas e empresas a mudar para a energia solar, os países podem ajustar as suas políticas para tornar a compra desses equipamentos mais acessível.

Hoje, mais de 130 países têm políticas de incentivo á redução do custo da construção de novas instalações solares. Este é o primeiro ano em que a IEA teve essas políticas em consideração ao calcular o custo da energia solar no relatório anual “World Energy Outlook”.

Estimou-se que o custo da energia solar caiu entre 20 a 50 por cento por região em comparação com o ano passado, segundo o “Carbon Brief“.

O solar está a caminho de se tornar “o novo rei no fornecimento de eletricidade”, diz o relatório, à medida que os preços continuam a baixar. Espera-se que domine cada vez mais o mercado na próxima década, impulsionado pelos esforços globais para combater as alterações climáticas.

A UE, por exemplo, estabeleceu uma meta para que 32% da sua energia seja obtida através de fontes renováveis até 2030.


“Parece que as politicas de incentivo vieram para ficar, o que é uma coisa muito boa”, disse Brent Wanner, que lidera a modelação e análise de produção de energia para o “World Energy Outlook” da IEA. “Essas políticas são realmente essenciais para sustentar esses custos baixos, que sustentam o tipo de crescimento de que precisamos para avançar em direção às ambições climáticas.”

Legenda: Perspectivas para a produção de Energia elétrica a partir de diferentes fontes
….. ( World energy outlook 2018), ——– ( World energy outlook 2019) ______( World energy outlook 2020)

Na maioria dos países do mundo, é consistentemente mais barato construir centrais solares do que novas centrais a carvão ou gás, diz o relatório.

Para projetos solares de larga escala concluídos este ano, o custo médio de geração de eletricidade durante a vida útil da central (chamado de custo nivelado de eletricidade) foi de 35 a 55 dólares por MWh em alguns dos maiores mercados do mundo – EUA, Europa, China e Índia. Apenas há quatro anos atrás, o custo nivelado médio global da energia solar era de 100 dólares por MWh, de acordo com o Fórum Económico Mundial. Há cerca de uma década era de 300 dólares

Custo nivelado de eletricidade estimado(LCOE) de centrais solares de larga escala com apoios comparativamente com o LCOE do carvão e do gás Fonte IEA World Energy Outlook 2020.


O custo do carvão, em comparação, atualmente varia entre os 55 e os 150 dólares por MWh, de acordo com o novo relatório da IEA – quase o mesmo valor de há uma década. E a indústria do carvão está em declínio, apesar dos esforços dos EUA do governo Trump para sustentá-la.

Globalmente, o uso de carvão provavelmente não voltará aos níveis pré-pandémicos, mesmo que a economia recupere no próximo ano, prevê a AIE.


A previsão para a energia solar no futuro, por outro lado, é soalheira. A procura de eletricidade é baixa devido à pandemia, mas a AIE espera que o apetite das pessoas por eletricidade possa regressar rapidamente assim que a pandemia estiver sob controle e a economia se recuperar. Também antecipa um futuro onde a energia solar continua a crescer em velocidades recordes para atender à procura crescente dos consumidores. “A boa notícia é que a tecnologia solar continua a melhorar e a inovação continua a reduzir esses custos”, diz Wanner.

Fonte: https://www.theverge.com/2020/10/13/21514902/solar-energy-cost-historic-low-energy-agency-outlook-2020