Custo das baterias de ião-lítio caiu 97% nas últimas três décadas

Um novo estudo do MIT demonstra que o custo das baterias de ião-lítio – usadas para carregar telefones, portáteis e veículos elétricos – caiu 97% nas últimas três décadas.

A pesquisa, baseada numa análise detalhada dos custos e desempenho de baterias, concluiu que a queda acentuada dos custos é comparável ao declínio, mais amplamente divulgado, do custo das células fotovoltaicas para painéis solares, “que muitas vezes são tidos como uma espécie padrão de ouro em inovação de energia limpa ”, disse a coautora do estudo Jessika Trancik, professora associada do Instituto de Dados, Sistemas e Sociedade do MIT. Afirmou ainda que o declínio contínuo das baterias de ião-lítio terá ramificações importantes para a crescente eletrificação de veículos e a expansão do uso de baterias estacionárias, que pode ajudar a compensar o fornecimento intermitente das energias eólica e solar.

“Eu não posso exagerar a importância dessas tendências na inovação de energia limpa para nos levar onde estamos neste momento até onde começará a parecer que podemos ver a rápida eletrificação de veículos e estamos vendo o forte crescimento das tecnologias de energia renovável, ” disse Trancik.

Ela afirmou que tem havido grande incerteza e desacordo sobre quanto os custos das baterias de ião-lítio diminuíram nas últimas décadas, em parte porque esses números eram dados de empresas e mantidos privados. Mas o estudo do MIT foi capaz de reunir as peças do puzzle da queda de preços, analisando toda a literatura publicada sobre nos últimos 30 anos.

fonte: https://e360.yale.edu/digest/coss-of-lithium-ion-batteries-has-fallen-by-97-percent-study-says?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+YaleEnvironment360+%28Yale+Environment+360%29

Plataforma para acelerar a produção de painéis PV na Europa

A “European Solar Initiative” e a “Solar Power Europe” uniram-se para lançar a plataforma “Solar Manufacturing Accelerator“, que visa acelerar a implantação de projetos de fabricação de painéis fotovoltaicos na Europa – para fortalecer a liderança da UE em tecnologias de energia limpa e contribuir para a re-industrialização da Europa.

Esta iniciativa é coordenada pela “Solar Power Europe” e tem o apoio dos seus parceiros ESMC, ETIP-PV, IPVF e VDMA. Está aberto a qualquer empresa ou organização que deseja desenvolver ou fazer parceria em projetos de fabricação de painéis PV. A plataforma abrangerá um amplo portfólio de projetos europeus e fá-lo-á identificando parceiros e obtendo investidores financeiros com o objetivo de aumentar o número de projetos de fabricação solar fotovoltaica na Europa. Também visa contribuir para o sucesso do Acordo Verde Europeu.

Walburga Hemetsberger, CEO da”Solar Power Europe“, declarou. “Como a tecnologia renovável de menor custo e com maior necessidade de mão de obra, a energia solar está preparada para cumprir os objetivos do Acordo Verde Europeu e da Recuperação Verde. O “momentum” está a crescer para expandir as atividades de manufatura na UE, com base na forte aceitação do mercado interno confirmada em 2020, apesar da pandemia COVID-19 e da liderança tecnológica sustentada das empresas europeias. Após o lançamento bem-sucedido do “Solar Manufacturing Accelerator” em maio de 2020, hoje temos o prazer de impulsionar ainda mais a indústria solar, com o EIT InnoEnergy, com o lançamento da “European Solar Initiative”. ”

Há ainda uma plataforma de investimento empresarial, que acompanha o desenvolvimento de projetos de fabricação de energia solar fotovoltaica abrangentes e competitivos na Europa que faz a ligação entre os promotores de projetos e investidores. As empresas podem-se inscrever e os promotores dos projetos serão acompanhados no amadurecimento dos seus projetos e no contato com os financiadores.

Fonte:https://cleantechnica.com/2021/02/26/solarpower-europe-launches-solar-manufacturing-accelerator

Turbina Éolica mais potente do Mundo

A Vestas, uma empresa dinamarquesa de turbinas eólicas, anunciou esta semana que desenvolveu uma nova turbina eólica “offshore” projetada especificamente para zonas propensas a tufões.

Como o nome indica, a “V236-15.0 MW” produzirá 15 megawatts de eletricidade – a maior potência de qualquer turbina eólica no mundo. A que mais se aproxima é a “Haliade X-13” da GE, que será instalado no parque eólico “offshore” Dogger Bank do Reino Unido, no Mar do Norte.

A V236-15.0 MW é um gigante autêntico.

Possui três lâminas com 115,5 metros de comprimento para uma área total de varrimento de mais de 43.000 metros quadrados – ou 4,3 hectares.

Cada turbina será capaz de gerar 80 gigawatts-hora (GWh) de eletricidade por ano, o suficiente para abastecer 20.000 residências.

Henrik Andersen, CEO da Vestas, disse em comunicado à imprensa: “A introdução da nova plataforma “offshore” é uma grande conquista para todos na Vestas, pois marca um grande salto num caminho muito importante. Como líder global em energias renováveis, todas as decisões que a Vestas toma hoje devem servir para aumentar a escala das renováveis ​​no futuro – só assim podemos garantir um sistema energético futuro mais sustentável. A energia eólica “offshore” desempenhará um papel fundamental no crescimento da produção eólica e a “V236-15.0 MW” será um impulsionador neste desenvolvimento, reduzindo o custo nivelado da energia, tornando nossos clientes mais competitivos em licitações offshore no futuro. ”

Esse custo nivelado de energia, conhecido na indústria como LCOE, é importante. Por exemplo, de acordo com a Wind Power Monthly, usar as novas turbinas Vestas pode aumentar a produção anual de energia de um parque eólico nominal de 900 MW em 5%, usando menos 34 turbinas. Isso, por sua vez, reduz a necessidade de fundações e cablagem interplataforma, o que pode reduzir substancialmente o custo de um projeto.

A Vestas diz que o V236 – 15 MW foi desenvolvido internamente com base na experiência com sua plataforma eólica onshore EnVentus introduzida em 2019, juntamente com sua experiência no mundo real com as mais de 1200 turbinas eólicas offshore que instalou na última década. E que a primeira das novas turbinas será instalada para fins de teste em 2022, com a produção em série programada para começar em 2024.

Escalabilidade

No mundo altamente competitivo da energia eólica offshore, onde Vestas, GE, Orsted e Siemens e Gamesa são as empresas dominantes, o progresso e o desenvolvimento nunca param. E a “V236-15 MW” ainda nem está em produção e a empresa já pensa numa versão de 17 MW melhorada para um futuro a curto prazo. Turbinas menos potentes também podem ser apropriadas para certos usos.

A energia eólica offshore é uma indústria enorme e vital para a descarbonização da economia global. Cada Vestas “V236-15 MW” elimina 38.000 toneladas de emissões de dióxido de carbono, o que é equivalente a remover 25.000 carros de combustão interna das estradas do mundo. Colocar turbinas eólicas no mar, onde não são visíveis da costa, elimina muitas das reclamações que se ouvem sobre a energia renovável que ameaça os agricultores ou exige o corte raso de florestas. Os ventos sobre o oceano tendem a ser mais estáveis ​​e previsíveis do que os ventos terrestres, o que leva a uma maior produção de energia ao longo do tempo em comparação com os sistemas terrestres.

Traduzido e Adaptado (17/02/2021) de : https://cleantechnica.com/2021/02/12/vestas-unveils-worlds-most-powerful-offshore-wind-turbine/

Inédito: Energias renováveis ultrapassaram combustíveis fósseis na UE

Os países da Europa têm apostado bastante em energias renováveis. Portugal é um desses exemplos tendo até batido recentemente o recorde na produção de energia sem carvão. O sistema elétrico nacional esteve 111 horas sem usar a produção térmica clássica.

Notícias recentes revelam que, na União Europeia, o consumo de energias renováveis ultrapassou a energia produzida por combustíveis fósseis.

As energias renováveis geraram 38% da eletricidade da Europa

As energias renováveis ultrapassaram os combustíveis fósseis como principal fonte de eletricidade da UE pela primeira vez em 2020. As energias renováveis geraram 38% da eletricidade na Europa, ultrapassando os 37% do mercado gerado pelos combustíveis fósseis.

O estudo revelou que a eletricidade da Europa é 29% mais limpa do que em 2015. Isso de acordo com um novo estudo “The European Power Sector in 2020” realizado pelas Think tanks Ember e Agora Energiewende.

Os dados agora revelados foram impulsionados pela geração de energia eólica e solar que quase duplicou desde o ano de 2015 para fornecer 20% da eletricidade da UE em 2020. As maiores participações de energia eólica e solar ocorreram na Dinamarca (61%), Irlanda (35%), Alemanha (33%), e Espanha (29%).

Em contraste, a energia a carvão caiu bastante desde 2015. Em 2020, a geração de carvão caiu 20% para fornecer apenas 13% da eletricidade da Europa. Em comparação, a geração de gás caiu apenas 4% em 2020. Um preço robusto do carbono significava que a geração de gás era a forma mais barata de geração de combustível fóssil.

A procura de eletricidade na Europa caiu 4% em 2020, atingindo níveis mínimos em abril no pico dos bloqueios de COVID-19. O aumento das energias renováveis foi “robusto” apesar da pandemia, enquanto a queda dos combustíveis fósseis foi limitada por uma recuperação na procura e geração nuclear abaixo da média.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/informacao/inedito-energias-renovaveis-ultrapassaram-combustiveis-fosseis-na-ue/

Preço das baterias continua em queda

O mercado dos carros elétricos tem vindo a crescer significativamente. Existe no mercado vários modelos, a vários preços, mas o que realmente influencia o valor final de um carro elétrico é o seu pack de baterias. Olhando para os últimos números, constatamos que o preço das baterias caiu para os 111€/kWh no decorrer de 2020.

Quando se começou a falar de carros elétricos e das baterias destes, as baterias de lítio custavam mais de 1100$/kWh, isto em 2010, se bem que desde aí o preço caiu cerca de 90% para 137$/kWh, o equivalente a 111€/kWh (no final de 2020)!

As perspetivas futuras, segundo a BNEF, é que em 2023 o preço médio das baterias ronde os 100€/kWh. O que pode significar que o preço dos carros elétricos também possa vir a baixar a curto prazo!

A razão para a queda do preço das baterias

A queda de preços das baterias dos carros elétricos em 2020 deveu-se ao aumento da procura, ao crescimento do número de vendas de carros elétricos, bem como à introdução de novos designs de embalagens.

O aparecimento e desenvolvimento de novos químicos catódicos, bem como redução dos custos de produção, vão levar ainda mais à queda dos preços a curto prazo!

Os materiais catódicos atingiram o seu preço máximo na primavera de 2018, sendo que desde aí começaram a cair, tendo estabilizado em 2020.

O objetivo de conseguir um preço de 101$/kWh para as baterias em 2023, o que equivale a 82€/kWh, é longo, mas possível! Os responsáveis acreditam que mesmo com contratempos, como aumento de preços das commodities, o preço base irá ser atingido!

Baixar mais que os 100$/kWh? Complicado… a indústria ainda não sabe como conseguirá baixar o preço das baterias abaixo desse valor, se bem que é expectável que em 2030 consigam atingir os 58$/kWh! Não que seja impossível, mas há que ter em conta as várias opções e decisões nesse caminho!

Fonte: https://www.portal-energia.com/preco-das-baterias-em-queda/

Como é possível que um dos maiores negócios do país não pague impostos?

EDP Não paga Impostos

Foi o Paulo Meirinhos – o conhecido músico dos Galandum Galundaina, uma banda que há mais de 20 anos contribuiu para manter vivo o património musical das Terras de Miranda, seja através dos seus álbuns, do festival itinerante que organizam ou dos instrumentos que constroem, entre os quais o famoso “guitarro”, feito por Meirinhos a partir de velhas latas de óleo – quem primeiro me alertou para o problema. A questão pode agora resumir-se assim: há anos que as barragens no nordeste transmontano são uma enorme fonte de lucro para a EDP, mas cuja riqueza não é distribuída pelo território onde estão instaladas, entre outras razões porque os impostos são pagos considerando a sede da empresa, Lisboa; na semana passada, a EDP vendeu seis barragens num negócio avaliado em 2,2 mil milhões de euros, que precisou de autorização do Governo; esse negócio aconteceu sem que houvesse lugar ao pagamento de impostos; foi assim subtraída ao Estado, e portanto à comunidade, uma receita de 110 milhões de euros de imposto de selo, para além do que a EDP não pagará de IRC.

É um escândalo que o Movimento Cultural da Terra de Miranda tem denunciado ativamente Como é possível que o Governo tenha dado uma borla fiscal de tantos milhões à EDP, submetendo-se de forma tão servil aos interesses instalados da energética, desprezando o interesse público e abdicando de recursos que seriam determinantes para uma região tão empobrecida? Irá ainda o Governo acionar uma cláusula anti-abuso (e tudo indica que pode fazê-lo, ao abrigo da Lei Tributária) e exigir o pagamento deste dinheiro? Ou a reunião com os municípios, agendada para o próximo dia 28, servirá apenas para anunciar mais umas “migalhas à conta do Orçamento do Estado”?

Óscar Afonso, presidente do Observatório de Gestão da Fraude e professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, publicou no Expresso, há uns dias, um artigo lapidar sobre este negócio, um dos maiores da história do nosso país. No seu texto, explica como “enquanto a EDP se engrandecia a Terra de Miranda foi definhando”, sublinhando o gritante contraste entre a lógica extrativa da empresa, que acumulou com estas seis barragens lucros de 7 mil milhões de euros à conta da exploração deste recurso natural ao longo das últimas décadas, ao mesmo tempo que as terras de onde essa fortuna foi extraída têm vivido um processo de empobrecimento, despovoamento e depressão económica e social. O economista faz um exercício elucidativo: os concelhos de Miranda e Mogadouro têm um PIB per capita que os coloca “nas posições 182 e 225 entre os 308 que o País tem”, mas se porventura fosse contabilizada a riqueza efetivamente produzida neste território pelas barragens, “o PIB per capita de Miranda passa para 5º do país e o de Mogadouro para 25º”.

O que se passa nas Terras de Miranda não é, infelizmente, muito diferente do que acontece noutros territórios em todo o mundo. Grandes empresas têm práticas extrativas dos recursos naturais, fazem um enorme lóbi junto dos Governos, acenam ao poder local promessas de desenvolvimento e de retorno económico que nunca se concretizam, e instalam os seus negócios sem contrapartidas, empobrecendo regiões inteiras com a cumplicidade dos Estados que deveriam garantir não apenas o pagamento de impostos mas a repartição daquelas mais-valias pelos territórios onde elas são feitas. O valor da borla fiscal agora dada à EDP, 110 milhões, pode ser uma pequena migalha para esta empresa, mas faria uma enorme diferença nestes concelhos, onde resistentes como Meirinhos e tantos outros lutam para que as escolas públicas funcionem, para que o conhecimento não se perca, para que uma tradição musical não desapareça, para que a economia não morra e para que haja país para além dos centros urbanos.

Como pergunta o Movimento Cultural da Terra de Miranda, como é possível que um dos maiores negócios da história de Portugal não pague impostos? É preciso que um escândalo como estes ganhe centralidade mediática para que o Governo atue? Não nos calemos então até que seja feita justiça.

José Soeiro

Fonte: https://expresso.pt/opiniao/2020-12-25-Como-e-possivel-que-um-dos-maiores-negocios-do-pais-nao-pague-impostos-

Imagens de um mundo mais sustentável

Imagens aéreas e de satélite impressionantes que mostram como os países estão a começar a responder à crise ambiental global restaurando ecossistemas, expandindo a energia renovável e construindo infraestrutura de resiliência climática. Retiradas do livro  Overview Timelapse: How We Change the Earth

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

O Oosterscheldekering, barreira contra inundações provocadas por tempestades do Scheldt(rio) Oriental, é a maior de uma série de 13 açudes projetados para proteger a Holanda das inundações do Mar do Norte. Foi construída em resposta aos danos generalizados e perda de vidas devido à inundação do Mar do Norte em 1953. A barreira estende-se ao longo de 9 km e usa grandes comportas deslizantes do tipo portão que podem ser fechadas durante as marés altas.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

Um ano de progresso (2018-2019) da iniciativa Grande Muralha Verde, uma iniciativa de plantação em massa de árvores que visa parar o avanço da desertificação na região do Sahel, no extremo sul do Saara. Numa área afetada pelo agravamento das secas, escassez de alimentos e migração climática, o projeto pretende restaurar cerca de 100 milhões de hectares de terras degradadas até 2030, plantando uma linha de árvores de 8.000 km, como esta seção ao longo da fronteira da Mauritânia e do Senegal.

SOURCE IMAGERY © NEARMAP – BARANGAROO, AUSTRALIA

Pás para turbinas eólicas agrupadas numa fábrica em Little Rock, Arkansas, EUA. As pás individuais são transportadas a partir desta fábrica em camiões para os parques eólicos e, de seguida, instaladas no local. As lâminas mais compridas na imagem têm 106 m de comprimento.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

Durante décadas, as águas da Ilha Nanri no Mar da China Meridional foram cultivadas para o crescimento de kelp e algas marinhas e para a criação de abalones (moluscos gastrópodes). Desde 2015, turbinas eólicas offshore operam no meio das redes de pesca que circundam esta ilha chinesa, com efeito mínimo na produção aquícola.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

O Parque Eólico Fântânele-Cogealac, na Roménia, é o maior parque eólico terrestre da Europa. O parque foi construído no meio de campos de colza, demonstrando o uso duplo das terras possível com energia renovável. Com 240 turbinas, o parque eólico gera 10% da produção de energia renovável da Romênia.

aSOURCE IMAGERY © NEARMAP – BARANGAROO, AUSTRALIA

Antes e depois da instalação de painéis solares no topo do Centro de Distribuição Westmont em San Pedro, Califórnia. Os 185.800 metros quadrados de painéis têm um design bifacial, o que significa que eles podem absorver luz refletida da superfície do telhado para além da radiação solar direta. Isso faz com que os painéis possam gerer até 45% mais energia do que os painéis solares tradicionais de telhado e alimentam 5.000 casas próximas.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

Uma vista aérea do sistema MOSE de 6 mil milhões de US $ em Veneza, Itália, uma rede de 78 portões de aço projetados para conter o aumento do nível do mar e proteger a cidade das tempestades do Mar Adriático. Veneza, construída no topo de uma lagoa, já sofre cheias regulares quando as marés altas trazem água para as ruas da cidade. O sistema MOSE, com conclusão prevista para 2022, será capaz de interromper marés de até 3 metros.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

A Cidade Sustentável é um complexo no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, construído para ser o primeiro empreendimento com emissões zero do país. A área ocupada por cerca de 2.700 pessoas tem moradias, escritórios, lojas, centro de saúde e supermercados no local. Onze estufas “biodome” produzem produtos para os residentes, um sistema de arrefecimento passivo mantém os requisitos de energia baixos e todas as casas têm painéis solares e tinta refletora de UV para reduzir a acumulação de calor.

Fonte: https://e360.yale.edu/features/overview-transforming-land-and-sea-for-a-more-sustainable-world?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+YaleEnvironment360+%28Yale+Environment+360%29

Primeiro hotel com pegada energética positiva chega à Noruega em 2022

Hotel vista

O primeiro hotel do mundo com uma pegada energética positiva – ou seja, que produz mais energia do que aquela que consome – vai abrir junto à localidade norueguesa de Rødøy, no Círculo Polar Árctico, em 2022. O futuro Svart terá uma estrutura circular e irá flutuar sobre palafitas de forma a misturar-se com os arredores.

Já está a ser construído e utiliza materiais locais tendo como prioridade a sustentabilidade. Segundo a equipa responsável pelo projecto, “o Svart irá economizar 85 por cento de seu consumo anual de energia e recolher energia solar suficiente para cobrir as actividades do hotel, incluindo o transporte de barco e a energia necessária para construir o edifício”.

O Svart terá cerca de 100 quartos que, graças ao seu design circular, terão uma vista majestosa para o fiorde, uma grande entrada de mar entre altas montanhas rochosas. Os hóspedes terão à sua disposição um centro de educação e um laboratório de design, além de um par de barcos eléctricos. Haverá também quatro restaurantes com ingredientes produzidos numa quinta nas redondezas. 

Para relaxar, o hotel irá dispor de um spa interno e externo com terapia de som, crioterapia e tratamentos de inspiração nórdica, além de aulas de yoga. Para os que mais aventureiros, haverá actividades como escalada no gelo, observação da vida selvagem e ainda mergulho ou pesca.

Fonte: https://www.timeout.pt/porto/pt/noticias/primeiro-hotel-com-pegada-energetica-positiva-chega-a-noruega-em-2022-120620?utm_term=Autofeed&utm_medium=Social&utm_source=Facebook&cid=%7Eporto%7Enatsoc%7Efacebook%7Eechobox#Echobox=1608579366

Painéis Solares + Agricultura – ainda não viu nada.

Foto:Merrill Smith

Há bem pouco tempo que a ideia de combinar painéis solares com a agricultura quase inconcebível. De repente, esta área começou a explodir, por assim dizer. O Departamento de Energia dos Estados Unidos vai incestir 7 milhões de dolares para lançar as sementes de uma nova revolução na agricultura americana.

Foto:Dennis Schroeder/NREL

Painéis Solares Vs. Agricultura

Se a instalação de painéis solares para ajudar no crescimento de algo parece contra intuitiva, há um bom motivo para isso. Até muito recentemente, os painéis solares eram inimigos da agricultura. Os desenvolvimentos solares típicos envolviam/envolvem a colocação de fileiras de painéis fotovoltaicos que cobrem hectares de terra que poderiam ser usados para o cultivo.

Os lucros dos arrendamentos de terras para instalações solares fornecem uma tábua de salvação para os agricultores americanos para resistirem aos desafios do mercado global de alimentos, exacerbados pelas políticas comerciais do presidente Trump. No entanto, se a tendência atual continuar, os EUA e outras nações enfrentarão problemas globais de abastecimento de alimentos.

O Laboratório Nacional de Energia Renovável, por exemplo, estimou que apenas os EUA poderiam perder cerca de 0.8 milhões de hectare de terra agrícola para os painéis solares até 2030.

Foto:Dennis Schroeder/NREL

Painéis solares com Agricultura = “Agrivoltaicos”

No melhor dos dois mundos, os painéis solares poderiam ser erguidos a apenas mais alguns metros do solo, o que permitiria aos agricultores beneficiar da renda de energia renovável enquanto faziam as lavouras ou criavam gado entre os painéis PV.

A CleanTechnica percebeu a tendência há um tempo atrás, quando investigadores da Universidade do estado de Oregon descreveram como os painéis solares podem criar um microclima de arrefecimento que melhora as condições para várias culturas. Também chegaram à conclusão de que o mesmo efeito de arrefecimento pode melhorar a eficiência dos painéis solares.

Desde então, a base de conhecimento sobre os benefícios do PV para melhorar as produções de culturas e forragens tem aumentado, o Departamento de Energia lançou o guia “farm to lightbulb” para os agricultores, e o movimento começou a estabelecer-se de várias formas por todo o país.

O uso a terra sob os painéis solares para apascentar gado ou estabelecer habitats para polinizadores unicamente está a tornar-se obsoleto. E estão a surgir novas formas de “agrivoltaicos”. No Massachusetts, por exemplo, os produtores de arando descobriram que podem cultivar os rebentos sob os painéis solares e os legisladores do estado pensam que a via do fotovoltaico pode ajudar a atrair uma nova geração para a agricultura.

Algo interessante também está a acontecer no Minnesota. Décadas de produção agrícola contínua exauriram o solo no Estado e agora está a recorrer a painéis solares para obter ajuda. Essa coisa do microclima é a chave. Ele encaixa-se na agricultura regenerativa, que implanta práticas agrícolas que conservam água e energia enquanto melhoram a constituição e saúde do solo.

Na verdade, a área de agricultura “agrivoltaica-regenerativa” já se popularizou. Empresas solares de todos os tamanhos, desde a empresa americana BlueWave até á Lightsource BP, estão a incorporar agricultura regenerativa nas suas propostas de instalações de centrais fotovoltaicas.

Fonte: https://cleantechnica.com/2020/11/19/solar-panels-agriculture-you-aint-seen-nothing-yet/