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Preço das baterias continua em queda

O mercado dos carros elétricos tem vindo a crescer significativamente. Existe no mercado vários modelos, a vários preços, mas o que realmente influencia o valor final de um carro elétrico é o seu pack de baterias. Olhando para os últimos números, constatamos que o preço das baterias caiu para os 111€/kWh no decorrer de 2020.

Quando se começou a falar de carros elétricos e das baterias destes, as baterias de lítio custavam mais de 1100$/kWh, isto em 2010, se bem que desde aí o preço caiu cerca de 90% para 137$/kWh, o equivalente a 111€/kWh (no final de 2020)!

As perspetivas futuras, segundo a BNEF, é que em 2023 o preço médio das baterias ronde os 100€/kWh. O que pode significar que o preço dos carros elétricos também possa vir a baixar a curto prazo!

A razão para a queda do preço das baterias

A queda de preços das baterias dos carros elétricos em 2020 deveu-se ao aumento da procura, ao crescimento do número de vendas de carros elétricos, bem como à introdução de novos designs de embalagens.

O aparecimento e desenvolvimento de novos químicos catódicos, bem como redução dos custos de produção, vão levar ainda mais à queda dos preços a curto prazo!

Os materiais catódicos atingiram o seu preço máximo na primavera de 2018, sendo que desde aí começaram a cair, tendo estabilizado em 2020.

O objetivo de conseguir um preço de 101$/kWh para as baterias em 2023, o que equivale a 82€/kWh, é longo, mas possível! Os responsáveis acreditam que mesmo com contratempos, como aumento de preços das commodities, o preço base irá ser atingido!

Baixar mais que os 100$/kWh? Complicado… a indústria ainda não sabe como conseguirá baixar o preço das baterias abaixo desse valor, se bem que é expectável que em 2030 consigam atingir os 58$/kWh! Não que seja impossível, mas há que ter em conta as várias opções e decisões nesse caminho!

Fonte: https://www.portal-energia.com/preco-das-baterias-em-queda/

Como é possível que um dos maiores negócios do país não pague impostos?

EDP Não paga Impostos

Foi o Paulo Meirinhos – o conhecido músico dos Galandum Galundaina, uma banda que há mais de 20 anos contribuiu para manter vivo o património musical das Terras de Miranda, seja através dos seus álbuns, do festival itinerante que organizam ou dos instrumentos que constroem, entre os quais o famoso “guitarro”, feito por Meirinhos a partir de velhas latas de óleo – quem primeiro me alertou para o problema. A questão pode agora resumir-se assim: há anos que as barragens no nordeste transmontano são uma enorme fonte de lucro para a EDP, mas cuja riqueza não é distribuída pelo território onde estão instaladas, entre outras razões porque os impostos são pagos considerando a sede da empresa, Lisboa; na semana passada, a EDP vendeu seis barragens num negócio avaliado em 2,2 mil milhões de euros, que precisou de autorização do Governo; esse negócio aconteceu sem que houvesse lugar ao pagamento de impostos; foi assim subtraída ao Estado, e portanto à comunidade, uma receita de 110 milhões de euros de imposto de selo, para além do que a EDP não pagará de IRC.

É um escândalo que o Movimento Cultural da Terra de Miranda tem denunciado ativamente Como é possível que o Governo tenha dado uma borla fiscal de tantos milhões à EDP, submetendo-se de forma tão servil aos interesses instalados da energética, desprezando o interesse público e abdicando de recursos que seriam determinantes para uma região tão empobrecida? Irá ainda o Governo acionar uma cláusula anti-abuso (e tudo indica que pode fazê-lo, ao abrigo da Lei Tributária) e exigir o pagamento deste dinheiro? Ou a reunião com os municípios, agendada para o próximo dia 28, servirá apenas para anunciar mais umas “migalhas à conta do Orçamento do Estado”?

Óscar Afonso, presidente do Observatório de Gestão da Fraude e professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, publicou no Expresso, há uns dias, um artigo lapidar sobre este negócio, um dos maiores da história do nosso país. No seu texto, explica como “enquanto a EDP se engrandecia a Terra de Miranda foi definhando”, sublinhando o gritante contraste entre a lógica extrativa da empresa, que acumulou com estas seis barragens lucros de 7 mil milhões de euros à conta da exploração deste recurso natural ao longo das últimas décadas, ao mesmo tempo que as terras de onde essa fortuna foi extraída têm vivido um processo de empobrecimento, despovoamento e depressão económica e social. O economista faz um exercício elucidativo: os concelhos de Miranda e Mogadouro têm um PIB per capita que os coloca “nas posições 182 e 225 entre os 308 que o País tem”, mas se porventura fosse contabilizada a riqueza efetivamente produzida neste território pelas barragens, “o PIB per capita de Miranda passa para 5º do país e o de Mogadouro para 25º”.

O que se passa nas Terras de Miranda não é, infelizmente, muito diferente do que acontece noutros territórios em todo o mundo. Grandes empresas têm práticas extrativas dos recursos naturais, fazem um enorme lóbi junto dos Governos, acenam ao poder local promessas de desenvolvimento e de retorno económico que nunca se concretizam, e instalam os seus negócios sem contrapartidas, empobrecendo regiões inteiras com a cumplicidade dos Estados que deveriam garantir não apenas o pagamento de impostos mas a repartição daquelas mais-valias pelos territórios onde elas são feitas. O valor da borla fiscal agora dada à EDP, 110 milhões, pode ser uma pequena migalha para esta empresa, mas faria uma enorme diferença nestes concelhos, onde resistentes como Meirinhos e tantos outros lutam para que as escolas públicas funcionem, para que o conhecimento não se perca, para que uma tradição musical não desapareça, para que a economia não morra e para que haja país para além dos centros urbanos.

Como pergunta o Movimento Cultural da Terra de Miranda, como é possível que um dos maiores negócios da história de Portugal não pague impostos? É preciso que um escândalo como estes ganhe centralidade mediática para que o Governo atue? Não nos calemos então até que seja feita justiça.

José Soeiro

Fonte: https://expresso.pt/opiniao/2020-12-25-Como-e-possivel-que-um-dos-maiores-negocios-do-pais-nao-pague-impostos-

Imagens de um mundo mais sustentável

Imagens aéreas e de satélite impressionantes que mostram como os países estão a começar a responder à crise ambiental global restaurando ecossistemas, expandindo a energia renovável e construindo infraestrutura de resiliência climática. Retiradas do livro  Overview Timelapse: How We Change the Earth

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

O Oosterscheldekering, barreira contra inundações provocadas por tempestades do Scheldt(rio) Oriental, é a maior de uma série de 13 açudes projetados para proteger a Holanda das inundações do Mar do Norte. Foi construída em resposta aos danos generalizados e perda de vidas devido à inundação do Mar do Norte em 1953. A barreira estende-se ao longo de 9 km e usa grandes comportas deslizantes do tipo portão que podem ser fechadas durante as marés altas.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

Um ano de progresso (2018-2019) da iniciativa Grande Muralha Verde, uma iniciativa de plantação em massa de árvores que visa parar o avanço da desertificação na região do Sahel, no extremo sul do Saara. Numa área afetada pelo agravamento das secas, escassez de alimentos e migração climática, o projeto pretende restaurar cerca de 100 milhões de hectares de terras degradadas até 2030, plantando uma linha de árvores de 8.000 km, como esta seção ao longo da fronteira da Mauritânia e do Senegal.

SOURCE IMAGERY © NEARMAP – BARANGAROO, AUSTRALIA

Pás para turbinas eólicas agrupadas numa fábrica em Little Rock, Arkansas, EUA. As pás individuais são transportadas a partir desta fábrica em camiões para os parques eólicos e, de seguida, instaladas no local. As lâminas mais compridas na imagem têm 106 m de comprimento.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

Durante décadas, as águas da Ilha Nanri no Mar da China Meridional foram cultivadas para o crescimento de kelp e algas marinhas e para a criação de abalones (moluscos gastrópodes). Desde 2015, turbinas eólicas offshore operam no meio das redes de pesca que circundam esta ilha chinesa, com efeito mínimo na produção aquícola.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

O Parque Eólico Fântânele-Cogealac, na Roménia, é o maior parque eólico terrestre da Europa. O parque foi construído no meio de campos de colza, demonstrando o uso duplo das terras possível com energia renovável. Com 240 turbinas, o parque eólico gera 10% da produção de energia renovável da Romênia.

aSOURCE IMAGERY © NEARMAP – BARANGAROO, AUSTRALIA

Antes e depois da instalação de painéis solares no topo do Centro de Distribuição Westmont em San Pedro, Califórnia. Os 185.800 metros quadrados de painéis têm um design bifacial, o que significa que eles podem absorver luz refletida da superfície do telhado para além da radiação solar direta. Isso faz com que os painéis possam gerer até 45% mais energia do que os painéis solares tradicionais de telhado e alimentam 5.000 casas próximas.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

Uma vista aérea do sistema MOSE de 6 mil milhões de US $ em Veneza, Itália, uma rede de 78 portões de aço projetados para conter o aumento do nível do mar e proteger a cidade das tempestades do Mar Adriático. Veneza, construída no topo de uma lagoa, já sofre cheias regulares quando as marés altas trazem água para as ruas da cidade. O sistema MOSE, com conclusão prevista para 2022, será capaz de interromper marés de até 3 metros.

SOURCE IMAGERY © MAXAR TECHNOLOGIES – WESTMINSTER, COLORADO

A Cidade Sustentável é um complexo no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, construído para ser o primeiro empreendimento com emissões zero do país. A área ocupada por cerca de 2.700 pessoas tem moradias, escritórios, lojas, centro de saúde e supermercados no local. Onze estufas “biodome” produzem produtos para os residentes, um sistema de arrefecimento passivo mantém os requisitos de energia baixos e todas as casas têm painéis solares e tinta refletora de UV para reduzir a acumulação de calor.

Fonte: https://e360.yale.edu/features/overview-transforming-land-and-sea-for-a-more-sustainable-world?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+YaleEnvironment360+%28Yale+Environment+360%29

Primeiro hotel com pegada energética positiva chega à Noruega em 2022

Hotel vista

O primeiro hotel do mundo com uma pegada energética positiva – ou seja, que produz mais energia do que aquela que consome – vai abrir junto à localidade norueguesa de Rødøy, no Círculo Polar Árctico, em 2022. O futuro Svart terá uma estrutura circular e irá flutuar sobre palafitas de forma a misturar-se com os arredores.

Já está a ser construído e utiliza materiais locais tendo como prioridade a sustentabilidade. Segundo a equipa responsável pelo projecto, “o Svart irá economizar 85 por cento de seu consumo anual de energia e recolher energia solar suficiente para cobrir as actividades do hotel, incluindo o transporte de barco e a energia necessária para construir o edifício”.

O Svart terá cerca de 100 quartos que, graças ao seu design circular, terão uma vista majestosa para o fiorde, uma grande entrada de mar entre altas montanhas rochosas. Os hóspedes terão à sua disposição um centro de educação e um laboratório de design, além de um par de barcos eléctricos. Haverá também quatro restaurantes com ingredientes produzidos numa quinta nas redondezas. 

Para relaxar, o hotel irá dispor de um spa interno e externo com terapia de som, crioterapia e tratamentos de inspiração nórdica, além de aulas de yoga. Para os que mais aventureiros, haverá actividades como escalada no gelo, observação da vida selvagem e ainda mergulho ou pesca.

Fonte: https://www.timeout.pt/porto/pt/noticias/primeiro-hotel-com-pegada-energetica-positiva-chega-a-noruega-em-2022-120620?utm_term=Autofeed&utm_medium=Social&utm_source=Facebook&cid=%7Eporto%7Enatsoc%7Efacebook%7Eechobox#Echobox=1608579366

Painéis Solares + Agricultura – ainda não viu nada.

Foto:Merrill Smith

Há bem pouco tempo que a ideia de combinar painéis solares com a agricultura quase inconcebível. De repente, esta área começou a explodir, por assim dizer. O Departamento de Energia dos Estados Unidos vai incestir 7 milhões de dolares para lançar as sementes de uma nova revolução na agricultura americana.

Foto:Dennis Schroeder/NREL

Painéis Solares Vs. Agricultura

Se a instalação de painéis solares para ajudar no crescimento de algo parece contra intuitiva, há um bom motivo para isso. Até muito recentemente, os painéis solares eram inimigos da agricultura. Os desenvolvimentos solares típicos envolviam/envolvem a colocação de fileiras de painéis fotovoltaicos que cobrem hectares de terra que poderiam ser usados para o cultivo.

Os lucros dos arrendamentos de terras para instalações solares fornecem uma tábua de salvação para os agricultores americanos para resistirem aos desafios do mercado global de alimentos, exacerbados pelas políticas comerciais do presidente Trump. No entanto, se a tendência atual continuar, os EUA e outras nações enfrentarão problemas globais de abastecimento de alimentos.

O Laboratório Nacional de Energia Renovável, por exemplo, estimou que apenas os EUA poderiam perder cerca de 0.8 milhões de hectare de terra agrícola para os painéis solares até 2030.

Foto:Dennis Schroeder/NREL

Painéis solares com Agricultura = “Agrivoltaicos”

No melhor dos dois mundos, os painéis solares poderiam ser erguidos a apenas mais alguns metros do solo, o que permitiria aos agricultores beneficiar da renda de energia renovável enquanto faziam as lavouras ou criavam gado entre os painéis PV.

A CleanTechnica percebeu a tendência há um tempo atrás, quando investigadores da Universidade do estado de Oregon descreveram como os painéis solares podem criar um microclima de arrefecimento que melhora as condições para várias culturas. Também chegaram à conclusão de que o mesmo efeito de arrefecimento pode melhorar a eficiência dos painéis solares.

Desde então, a base de conhecimento sobre os benefícios do PV para melhorar as produções de culturas e forragens tem aumentado, o Departamento de Energia lançou o guia “farm to lightbulb” para os agricultores, e o movimento começou a estabelecer-se de várias formas por todo o país.

O uso a terra sob os painéis solares para apascentar gado ou estabelecer habitats para polinizadores unicamente está a tornar-se obsoleto. E estão a surgir novas formas de “agrivoltaicos”. No Massachusetts, por exemplo, os produtores de arando descobriram que podem cultivar os rebentos sob os painéis solares e os legisladores do estado pensam que a via do fotovoltaico pode ajudar a atrair uma nova geração para a agricultura.

Algo interessante também está a acontecer no Minnesota. Décadas de produção agrícola contínua exauriram o solo no Estado e agora está a recorrer a painéis solares para obter ajuda. Essa coisa do microclima é a chave. Ele encaixa-se na agricultura regenerativa, que implanta práticas agrícolas que conservam água e energia enquanto melhoram a constituição e saúde do solo.

Na verdade, a área de agricultura “agrivoltaica-regenerativa” já se popularizou. Empresas solares de todos os tamanhos, desde a empresa americana BlueWave até á Lightsource BP, estão a incorporar agricultura regenerativa nas suas propostas de instalações de centrais fotovoltaicas.

Fonte: https://cleantechnica.com/2020/11/19/solar-panels-agriculture-you-aint-seen-nothing-yet/

Autoconsumo dá isenção total de custos aos consumidores

Consumidores que pretendam produzir energia em regime de autoconsumo e depois injetem na rede o excesso produzido, vão passar a ter isenção total dos custos de interesse económico geral (CIEG), isto em caso de projetos de comunidades e autoconsumo coletivo e 50% em autoconsumo individual.

A novidade foi dada por João Galamba, Secretário de Estado da Energia, no seminário online “A transição energética e o investimento das comunidades”, organizado pelo projeto Ponto Energia.

Diz o secretário de estado que já assinou o despacho há duas semanas e “foi enviado para publicação, e demos uma isenção total de CIEG para todos os projetos que utilizem a rede pública, sejam de autoconsumo coletivo ou de comunidades de energia, enquanto o individual tem apenas uma redução de 50%”.

De referir que a CIEG é responsável por cerca de 30% do valor da fatura da eletricidade em Portugal, e a sua isenção total ou parcial tem estado em discussão desde outubro de 2019, através do decreto-lei 162/2019, na altura aprovou o regime jurídico aplicável ao autoconsumo de energias renováveis.

Galamba diz que esta medida vai ser importante, visto que era uma barreira que vai deixar de existir para o desenvolvimento de projetos. Assim o despacho será um desbloqueador da situação, o que vai ter um impacto significativo na viabilidade económica e financeira.

Os projetos de autoconsumo vão assim ter melhores condições para proliferarem, pois, até ver tem sido mais lenta que o desejado. “Nesta primeira fase, aquilo que temos verificado é que os projetos de autoconsumo e as comunidades [de energia], apesar de partirem de um quadro geral, são projetos singulares, com especificidades próprias.

O que temos procurado dizer, assim que tomamos conhecimento de algum projeto — e tem havido vários a nível das autarquias, como Lisboa, Porto e Cascais — é para terem uma forte interação com a DGEG [Direção-Geral de Energia e Geologia] e com a ERSE nos desenhos iniciais desses projetos, para terem um acompanhamento mais próximo e perceberem como é que podem implementá-los”.

Junho será também um mês de novidades, pois a ERSE irá fazer um levantamento sobre os avanços regulamentares desde a publicação do decreto-lei 162/2019, bem como das barreiras que ainda têm que ser eliminadas no autoconsumo coletivo e comunidades de energia.

O Secretário de Estado da Energia admite que ainda há muito a fazer, para maximizar o potencial do decreto-lei aprovado, sendo objetivo do executivo dar ainda mais incentivos para esta área.

Brevemente o Governo dará início ao esboço de uma estratégia nacional de longo prazo para combater a pobreza energética, sendo que em breve será aprovada a estratégia de longo prazo de renovação de edifícios. Estratégia que irá passar por promover a eficiência energética, uma área em que houve atrasos, mas que se estão a recuperar!

Galamba falou ainda na redução do IVA da eletricidade por escalões de consumo, que, entretanto, recebeu a luz verde de Bruxelas no início do mês de junho, sem oposição de qualquer estado-membro, refere que tem sempre a ver com a compra de eletricidade e não será relevante na questão do autoconsumo e das comunidades de energia.

Por acaso ainda tenho algumas dúvidas de como é que funciona, depois, na partilha de energia, se há IVA ou não há IVA (confesso que essa parte não tenho ainda totalmente clara), mas o IVA será mais crítico na compra de eletricidade fora do modelo de autoconsumo e de comunidades. E aí vão baixar os custos de eletricidade”, disse.

Fonte: https://www.portal-energia.com/autoconsumo-isencao-custos-consumidores (01/12/2020)

Campanha de angariação de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos até 15 de Dezembro

resíduos de equipamentos eléctricos

O NERBA junta-se à Mautomotive, que por sua vez se alia à campanha da AIMMAP e da WEEECYCLE, para a angariação de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos. Pela quantidade de REEE recolhida pela WEEECYCLE reverterá um valor monetário para uma Instituição Particular de Solidariedade Social – IPSS.

Se quiser fazer parte desta campanha, pode trazer para o NERBA (Avenida das Cantarias, n.º 140, 5300-107 Bragança), até 15 de dezembro, este tipo de resíduos (computadores, telemóveis, micro-ondas, chaleiras, lâmpadas, monitores, teclados, comandos, consolas, etc…), os quais já não funcionam, não têm reparação, constituindo assim resíduos que não sabemos onde colocar.

Contactar o NERBA 273304630 para agendar a entrega.

Quão mais barato é utilizar um veículo elétrico?

Um dos benefícios mais citados quando se fala em mudar para um Veículo elétrico (VE) é que os custos de utilização são significativamente mais baixos do que os de um veículo com motor de Combustão interna (CI), mas quão mais baratos são realmente? Evidentemente que isso é algo muito difícil de quantificar e para aumentar essa dificuldade, os fornecedores de eletricidade em toda a Europa têm criado promoções lucrativas para atraírem cada vez mais clientes proprietários de VE.

Será que um proprietário típico de um VE economizará dinheiro mudando para uma tarifa VE?

Na Delta-EE acreditamos que essas são duas questões que precisam de alguma atenção. Portanto, neste blog – e em reconhecimento ao Dia Mundial do VE i – quero compartilhar os resultados da última análise da equipa de VE – uma análise profunda dos custos de carregamento de VE em casa por toda a Europa.

Questão 1: Quão mais barato é conduzir um VE do que um veículo CI?

Resposta: 61% mais barato para ser preciso!

European drivers save 832 Euros 756 pounds per year switching to an EV

A partir da análise pan-europeia da Delta-EE, combinando mais de 200 fornecedores de eletricidade doméstica e carregamentos públicos com dados de preços de gasolina, concluímos que:

  • Um proprietário médio de um VE na Europa gasta € 45,09 no carregamento de um VE num mês normal.
  • Destes, € 29,35 é o valor médio que os europeus estão a adicionar às suas contas de eletricidade em casa todos os meses para carregar o VE.
  • Os restantes 15,74 € destinam-se à cobrança pública (de taxas de acesso, taxas de sessão e subscrições).
  • Quando comparado com o gasto médio antecipado com gasolina de 114,45 € por mês, esta seria uma poupança de 69,38 € todos os meses – uma redução de 61%.
  • Tal como indica a imagem acima, isto representa uma economia de € 832,29 ao longo do ano. Essa economia anual pode compensar perfeitamente o custo da instalação de um ponto de carga doméstico. *

Obviamente, muitos cenários dos proprietários de VE não se enquadram nos números indicados em cima (se não tiver estacionamento privado, por exemplo). Contudo, esta análise fornece uma referência útil para perceber a escala de transações que estão a ser feitas e economizadas pelo cliente europeu típico que optou por usar um VE em 2020.

Questão 2: Será que um utilizador típico de VE poupa dinheiro se mudar para um fornecedor com tarifa VE?

Resposta: não necessariamente – verifique as opções.

A análise explorou 64 fornecedores de eletricidade em seis mercados europeus e classificámos o custo de carregamento residencial para cada mercado. A imagem abaixo resume quem obteve o melhor valor em termos de contrato total de energia doméstica para os proprietários de VE hoje em dia.

Nota: nesta parte da análise, incluímos os custos fixos do contrato de eletricidade no topo do custo unitário por kWh para cobrança de VE e excluídos os custos unitários por kWh para outros fins de energia doméstica. Isso faz a comparação mais justa de um fornecedor para o outro.

the best home electricity contracts for EV owners in 2020

As tarifas VE estão a começar a aparecer nos principais mercados europeus, nomeadamente no Reino Unido e na Espanha – essas tarifas foram pensadas com o proprietário de um VE em mente. Algumas dicas importantes:

  • 28% dos nossos fornecedores de eletricidade tinham ofertas de tarifas VE. Nenhum na Holanda ou Noruega, apesar de serem os principais mercados de VE em 2020.
  • As tarifas mais baratas para um proprietário de EV no Reino Unido e na Espanha foram as tarifas de VE (British Gas e Lucera, respetivamente).
  • No entanto, em média, as tarifas VE eram mais caras do que a média de outras tarifas no mercado, para um proprietário de VE com quilometragem média (calculamos em 1.385 km por mês). Apenas na Alemanha uma tarifa VE era consistentemente melhor.
  • As tarifas VE fazem mais sentido do ponto de vista financeiro em toda a Europa para proprietários de alta quilometragem, aqueles que normalmente conduzem de 3.000 a 4.000 km por mês.
  • Algumas tarifas VE são agrupadas com outros produtos ou serviços, portanto, o preço por si só pode não refletir o valor total que se recebe.

Os proprietários de VE devem definitivamente explorar a variedade de promoções disponíveis, mas devem certificar-se que conduzem o suficiente tornar a tarifa VE rentável.

As propostas de VE estão apenas no início.

Sabemos que estamos apenas no início da jornada. Com a adoção de VE, os preços e as propostas irão evoluir cada vez mais. Por enquanto, convidamo-lo a usar estes dados e, por favor, entre em contato se estiver interessado em saber mais.

Um enorme obrigado a Sarah, Mira, Edna, Leo e Jason, nossa equipe de alunos do curso MPhil Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Cambridge. A equipa apoiou a Delta-EE extensivamente no design do modelo, recolha e análise de dados como parte de uma avaliação em seu curso.

Texto de Andy Bradley (Diretor Delta-EE) traduzido a partir de:

https://energycentral.com/c/ec/how-much-cheaper-it-run-ev-and-should-i-get-ev-tariff?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Energy+%26+Sustainability+Network+%28all+posts%29