Eletricidade solar aumentou 26% em Portugal em 2020, acima da média mundial

O bp Stats Review aponta para -9,8% de produção de energia elétrica a partir do vento em Portugal em 2020, uma quebra compensada por um aumento de 25,9% no solar e 12,5% nas restantes renováveis.

Há 76 anos, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, que não se assistia a uma queda tão dramática do consumo global de energia primária. Desta vez, a quebra registada de 4,5% num único ano não foi causada por uma situação de guerra mas sim pela pandemia global de Covid-19 que tomou de assalto o mundo em 2020.

Em sentido contrário, e apesar da queda na procura global de energia, a produção a partir de fontes renováveis — eólica, solar e hidroelétrica — registou no ano passado um forte acréscimo, com a capacidade eólica e solar a aumentar para 238 GW. “Superior a 50% do que em qualquer outro período da história”, de acordo com a 70.ª edição do estudo anual “bp Statistical Review of World Energy” (bp Stats Review), publicada esta quinta-feira.

Sobre Portugal, o relatório mostra que a geração de eletricidade a partir de fontes renováveis no país caiu 2,9% em 2020 (dos 18,6 para 18,1 TWh). Mais em pormenor, o bp Stats Review aponta para -9,8% de produção de energia elétrica a partir do vento no ano passado, uma quebra amplamente compensada por um aumento de 25,9% no solar e 12,5% nas restantes renováveis. Quanto à capacidade solar instalada no país aumentou 13,5% em 2020.

No mais recente “bp Statistical Review of World Energy”, Portugal surge como um dos principais oito países do mundo com reservas de lítio — 60 mil toneladas, 0,3% do total mundial. No ano passado, o país registou uma queda acentuada de 9,8% no seu consumo de energia primária e -18,8% nas emissões de CO2 (de 50,7 milhões de toneladas em 2019 para 41,3 milhões de toneladas em 2020), também acima dos valores registados na Europa e no mundo.

O documento explica que esta tendência de descida no consumo de energia primária em todo o mundo foi “impulsionada sobretudo pelo petróleo, responsável por cerca de três quartos do declínio líquido” do consumo no ano passado. E com menos energia consumida, menos emissões poluentes: 2020 foi também o ano em que as emissões de carbono a partir do consumo energético registaram a quebra mais rápida de sempre desde 1945: -6%.

Já as energias renováveis continuaram a sua trajetória de forte crescimento, com destaque para a energia eólica e a solar que tiveram o seu maior crescimento anual. “A capacidade de produção de energia solar aumentou 127 GW, enquanto a eólica cresceu 111 GW – quase duplicando o maior nível de crescimento registado anteriormente. A eletricidade solar cresceu 20% para valores recorde. No entanto, a eólica foi a que mais contribuiu para o crescimento das renováveis”, revela o bp Stats Review.

A análise conclui que as renováveis (incluindo os biofuels mas excluindo a hídrica) cresceram assim 9,7% em 2020, a um ritmo menor do que a média de crescimento dos últimos 10 anos (13,4% por ano) “mas com um crescimento absoluto em termos energéticos comparável com os crescimentos assistidos em 2017, 2018 e 2019”. A China foi o país que mais contribuiu para o crescimento das renováveis, seguida dos Estados Unidos da América. Enquanto região, a Europa foi a que mais contribuiu para o crescimento deste setor.

Consumo de carvão cai 4,2%, aumenta apenas na China e na Malásia

Na eletricidade, a produção mundial caiu 0,9% – uma queda mais acentuada do que aquela registada em 2009 (-0.5%), o único ano até agora – de acordo com o registo de dados da bp (com início em 1985) – em que se assistiu a um decréscimo da procura na eletricidade. Já a quota das renováveis na produção de energia cresceu de 10,3% para 11.7%, enquanto o carvão caiu 1,3 pontos percentuais para 35,1% – uma nova descida nos registos da bp.

Em 2020, o consumo de carvão caiu 4,2%, impulsionado pelas quebras registadas sobretudo nos Estados Unidos e na Índia. Na OCDE, o consumo de carvão chegou ao seu nível historicamente mais baixo, de acordo com a informação recolhida pela bp que data desde 1965. Apenas a China e a Malásia registaram um aumento no consumo desta fonte de energia fóssil poluente.

“2020 ficará marcado como um dos anos mais surpreendentes e desafiantes de sempre. Os confinamentos que se perpetuaram por todo o mundo tiveram um impacto dramático nos mercados energéticos, particularmente para o petróleo, cuja procura ligada aos transportes foi esmagada, disse em comunicado o economista-chefe da bp, Spencer Dale, sublinhando que “foi também o ano para as renováveis se destacarem na produção global de energia, registando o crescimento mais rápido de sempre – impulsionado maioritariamente pelo custo associado à produção de energia a partir do carvão”.

“Estas tendências são precisamente aquilo que o mundo precisa para encarar a sua transição para a neutralidade carbónica – este forte crescimento dará mais espaço às renováveis face ao carvão. Para atingir a neutralidade carbónica, o nível de ambição que os países e empresas têm demonstrado precisa de ser traduzido em quedas mais significativas e sustentadas das emissões”, frisou.

Europa reduz emissões em 13% em 2020, abaixo da meta de 20% planeada

Na Europa, o consumo de energia primária caiu 8,5% em 2020, o valor mais baixo de sempre desde 1984, com o carvão e o petróleo a diminuírem 19% e 14%, respetivamente. Já a quebra de 13% nas emissões de CO2 no continnete europeu geradas a partir do consumo energético, também marcou o seu valor mais baixo desde pelo menos 1965.

“A diminuição no consumo do carvão (-19%) foi principalmente impulsionada pelo setor da eletricidade, onde o carvão representa agora 13% da produção total, metade do que representava em 2019. Em contrapartida, a procura do gás caiu apenas 3%, com o auxílio da procura que ainda persiste na construção e a queda moderada no setor da eletricidade, devido aos baixos preços de gás praticados”, refere a análise da bp.

Nas renováveis, a produção na Europa aumentou 6,7% em 2020 e foi responsável por 13% do consumo de energia primária, uma subida face aos 11% registados em 2019. O crescimento nas renováveis foi impulsionado pelo aumento da eólica (+8%) e da energia solar (+16%).

“A produção total de eletricidade caiu 4% para 2,771 TWh. As renováveis representam agora 26% do setor de produção energética. Em conjunto com a hídrica e a nuclear, representam 63% do total da produção, frente aos 49% registados em 2009”, analisa ainda a bp.

Já as emissões líquidas de CO2 geradas a partir do consumo energético caíram 13%: “Um valor inferior em 32% aos níveis registados em 1990 e contra o objetivo de reduzir em 20% as emissões de GEE, fixado para o ano de 2020”.

O relatório Statistical Review da BP foi publicado pela primeira vez em 1952 e tem fornecido, ao longo do tempo, informações sobre os episódios mais dramáticos na história do sistema de energia mundial, incluindo a crise do Canal Suez em 1956, a Crise do Petróleo em 1973, a revolução Iraniana em 1979 e o desastre de Fukushima, no Japão, em 2011

Fonte: https://eco.sapo.pt/2021/07/08/eletricidade-solar-aumentou-26-em-portugal-em-2020-acima-da-media-mundial

Questões energéticas na sustentabilidade da Terra

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Questões energéticas na sustentabilidade da terra

A nível mundial, as fontes de energia fósseis são as mais utilizadas. A sua utilização começou no século XVIII com a utilização carvão. Mais tarde, o uso de petróleo, gás natural e urânio.

 

O crescimento demográfico, a industrialização e o desenvolvimento económico e tecnológico têm tornado as exigências elétricas cada vez maiores. As matérias-primas fósseis, como o petróleo, têm sido cada vez mais utilizadas, o que está a originar a sua escassez. Apesar disso,  a utilização de fontes renováveis também está a crescer.

 

Esta dependência de combustíveis fósseis e os seus desequilíbrios das suas reservas têm levado vários cientistas de todos os países do mundo à procura de novos recursos energéticos.

 

Portugal é um país com muita dependência do exterior no que diz a combustíveis fósseis. Apesar disso, Portugal encontra-se numa posição geográfica incrível para ter um bom aproveitamento de energia eólica, utilizada na produção de energia elétrica. O mesmo se aplica á energia solar.

No Alentejo, Portugal possui duas das maiores centrais solares do mundo. A construção de barragens também tem crescido.

 

Fontes e formas de energia

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Fontes e formas de energia

Durante os primeiros milénios da humanidade, os músculos dos homens e dos animais eram a principal fonte de energia. Usavam também madeira para se aquecer, cozinhar alimentos, iluminar e, mais tarde, para fundir metais. Mais tarde, a humanidade aprendeu a aproveitar as fontes de energia que a Terra lhes dava. Primeiro o carvão, depois o petróleo e os gases naturais. Essas fontes de energia foram transformadas, originando a gasolina, gasóleo, eletricidade, etc. Concluindo, percebemos que existem diferentes fontes de energia:

  • Primárias– Fontes que provêm da Natureza. Ex: Carvão, petróleo, gás natural, vento…
  • Secundárias– Fontes que são obtidas a partir de outras fontes de energia. Ex: Gasolina, gasóleo, gás butano, eletricidade…

 A energia elétrica pode ser produzida de várias maneiras, com recurso a:

  • Àgua, em centrais hidroelétricas ou hídricas
  • Carvão, petróleo ou gás natural em centrais termoelétricas ou térmicas
  • Urânio nas centrais nucleares
  • Vento nas centrais eólicas
  • Sol nas centrais solares

Na natureza são encontradas diversas fontes de energia, as fontes primárias. Mas se compararmos a água com o carvão vemos que há uma coisa que os distingue: a água está em constante renovação e o carvão demora milhões de anos a formar-se. Então, as fontes primárias de energia podem ser classificadas em fontes de energia:

  • Renováveis– Fontes de energia que estão em continua renovação e são consideradas energias limpas pois não deixam resíduos na Natureza.
  • Não renováveis– Fontes de energia que são limitadas e podem vir a esgotar-se, já que o seu processo de formação demora milhões de anos.

Fontes de energias renováveis:

Energia Solar:

  • O Sol é uma fonte inesgotável de energia que pode ser usada para produzir energia elétrica e para aquecimento de água.
  • Por outro lado não é rentável a exploração da energia solar em sítios onde a radiação solar seja escassa. Exige também custos elevados na construção de centrais.
Água dos rios:
  • Pode ser aproveitada para a produção de energia elétrica.
  • Exige elevados custos na sua produção e provoca, a nível ambiental, perturbação da biodiversidade e alterações a nível de irrigação em terrenos vizinhos.

Recursos Geotérmicos: 

  • É aproveitado o vapor de água, a altas temperaturas, que é libertado nas fumarolas para produção de energia elétrica.
  • Só é possível a sua exploração em certas regiões vulcânicas e exige elevados custos de construção e exploração.

Fontes de energia não renováveis:

Carvão:

  • Apesar do carvão ser um dos mais importantes combustível fóssil com uma fonte essencial a nível industrial, o impacto ambiental é enorme, sendo um dos maiores poluentes atmosféricos.

Urânio:

  • É um combustível nuclear utilizado para a produção de eletricidade com perigo de emissão de radiações nucleares e com problemas no armazenamento e eliminações de resíduos radioativos.

-Formas de Energia

         Apesar de a energia ter muitas qualificações, como as que vimos aqui em cima, ela só se manifesta de duas formas fundamentais:

  • Energia Cinética- Esta é a energia que está associada ao movimento. A energia cinética de um corpo depende da sua massa e velocidade. Ex: uma criança a correr.
  • Energia Potencial- Esta energia é armazenada encontra-se em condições de ser aproveitada. Ex: quando uma mola é deformada, ela tende em regressar á sua forma inicial.

A unidade SI de energia é o joule, representado por um J. A caloria (representada por cal) é uma unidade de energia, mas não faz parte do sistema internacional de unidades, apesar de ser muito usada.

1 cal=4.18 J

Apoio financeiro às tarifas de acesso às redes da mobilidade elétrica.

Apoio financeiro às tarifas de acesso às redes da mobilidade elétrica.

Despacho n.º 5380/2021 (IIª Série DR), de 28 de maio

Ambiente e Ação Climática – Gabinete do Ministro

O Decreto-Lei n.º 39/2010, de 26 de abril, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 90/2014, de 11 de junho, veio estabelecer o regime jurídico da mobilidade elétrica, aplicável à organização, acesso e exercício das atividades relativas à mobilidade elétrica, em linha com os objetivos da  descarbonização e da melhoria do desempenho ambiental do setor dos transportes terrestres, preconizados pela Diretiva 2014/94/UE do Parlamento Europeu e do Conselho.

Por sua vez, o Regulamento n.º 879/2015, aprovado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) a 22 de dezembro de 2015, criou as condições técnicas e procedimentos para que se procedesse ao início da abertura do mercado de comercialização de energia para a mobilidade elétrica e o Regulamento n.º 854/2019, aprovado pela ERSE a 10 de outubro de 2019, veio revogar o anterior, densificando e simplificando várias matérias do modelo regulamentar e do relacionamento contratual entre os vários agentes. Mais recentemente, a Diretiva n.º 8/2020, de 28 de maio, aprovada pela ERSE, veio aprovar as condições gerais do contrato de adesão à rede de mobilidade elétrica e a metodologia de cálculo das garantias a prestar junto da Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica (EGME).

Neste enquadramento, procedeu-se à abertura do mercado, o que veio a acontecer, de forma faseada, entre novembro de 2018 e julho de 2020, altura em que passaram a ser pagos pelos utilizadores de veículos elétricos (UVE) todos os carregamentos em pontos integrados na rede de mobilidade elétrica. A mobilidade elétrica encontra-se ainda numa fase inicial, embora com um crescimento acentuado ao longo dos últimos anos, fruto das políticas de incentivo à aquisição e utilização de veículos elétricos implementadas pelo Governo. Neste âmbito, o Governo considerou
necessário que, numa fase transitória, haja uma cobertura parcial dos custos incorridos na utilização de veículos elétricos, através de fundos públicos, tornando ainda mais atrativa a utilização de veículos elétricos e evitando-se, assim, subsidiações cruzadas com os restantes clientes do Setor Elétrico Nacional.


Neste contexto, desde 2018 que o Governo elegeu o Fundo de Apoio à Inovação (FAI) para assegurar o financiamento para a cobertura parcial dos custos incorridos pela utilização da rede de mobilidade elétrica pelos utilizadores de veículos elétricos. Desde 2018, o apoio financeiro suportou um desconto aplicável às tarifas de acesso às redes da mobilidade elétrica aprovadas pela ERSE.


Com o objetivo de fomentar a mobilidade elétrica foi renovado, através do Despacho n.º 3636/2019, de 21 de março, do Secretário de Estado da Energia, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 64, de 1 de abril de 2019, o apoio financeiro pelo FAI à EGME. Este apoio manteve-se ao longo do ano de 2020.


Tendo a ERSE procedido à publicação das tarifas e preços para a energia elétrica e outros serviços em 2021, importa agora atualizar os valores do apoio (desconto) a aplicar às tarifas de acesso às redes para a mobilidade elétrica e proceder a um conjunto de alterações que simplifiquem os procedimentos de operacionalização dos descontos, nomeadamente, o fluxo de informação e a periodicidade aplicável a cada uma das entidades envolvidas – a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), o Fundo de Apoio à Inovação (FAI), a Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica (EGME), os Comercializadores de Energia para a Mobilidade Elétrica (CEME) e os utilizadores dos veículos elétricos (UVE).

Assim, determino o seguinte:

1 – O apoio financeiro do FAI à EGME, aprovado pelo Despacho n.º 3636/2019, de 1 de abril, mantém-se no decorrer de 2020, aplicando-se os valores e procedimentos aí previstos.
2 – A aprovação de apoio financeiro pelo FAI aos CEME para cobertura parcial dos custos associados com a utilização das redes do setor elétrico pela mobilidade elétrica para o ano de 2021.
3 – Este apoio financeiro pelo FAI aos CEME traduz-se num desconto aplicável às tarifas de acesso às redes para a mobilidade elétrica, por nível de tensão e opção tarifária.
4 – O apoio financeiro nos termos do número anterior assume os valores apresentados no quadro seguinte:
Desconto a aplicar às tarifas de acesso às redes da mobilidade elétrica em 2021

5 – Os CEME devem repercutir o desconto recebido nas faturas dos UVE da sua carteira, identificando-o claramente e de forma inequívoca.
6 – A EGME deve enviar ao FAI, com conhecimento dos vários CEME, até ao dia 15 do primeiro mês de cada trimestre (trimestre n), a informação relativa a:
a) Número de carregamentos e energia consumida pelos clientes de cada CEME, relativa ao trimestre anterior (trimestre n-1), desagregada por níveis de tensão, períodos horários e por opções tarifárias para as tarifas de acesso às redes definidas para a mobilidade elétrica;
b) Eventuais acertos, relativos a meses anteriores, resultantes da consolidação de informação relativa ao consumo de energia para a mobilidade elétrica;
c) Valor global do apoio financeiro a entregar pelo FAI a cada um dos CEME.
7 – Caso os CEME não estejam de acordo com os valores enviados pela EGME, devem, no prazo de 10 dias úteis, apresentar reclamação junto da EGME, dando conhecimento ao FAI.
8 – A EGME deverá avaliar as reclamações apresentadas no prazo de 10 dias úteis, dando conhecimento aos CEME e ao FAI da sua decisão e enviando novos valores ao FAI, caso se justifique.
9 – O FAI deve transferir para cada um dos CEME o apoio financeiro até ao último dia do terceiro mês do trimestre n.
10 – A EGME deve dar conhecimento à DGEG da informação enviada ao FAI e prevista nos números anteriores.
11 – É revogado o Despacho n.º 3636/2019, de 1 de abril.
12 – O presente despacho entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação e produz efeitos a partir de 1 de janeirode 2021.

20 de maio de 2021. – O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Soeiro de Matos Fernandes.

Programa Edifícios + Sustentáveis regressa no verão de 2021

Edifícios + Sustentáveis tem dotação sete vezes superior do que no ano passado

A nova edição do programa Edifícios + Sustentáveis regressa no verão de 2021, depois de no ano passado ter sido um sucesso. Serão assim mais 30 milhões de euros para tornar as casas mais eficientes, com recurso a janelas eficientes e painéis solares.

Esta segunda edição do programa Edifícios + Sustentáveis regressa com o apoio de Bruxelas, que dotou o programa com uma capacidade sete vezes superior à primeira edição!

Candidaturas programa Edifícios + Sustentáveis

As novas candidaturas ao programa para as famílias investirem em janelas eficientes e painéis solares estavam previstas para março de 2021, mas apenas deverão avançar no verão! Quem o disse foi João Galamba, Secretário de Estado da Energia.

A primeira edição viu o orçamento de 8,5 milhões de euros esgotados até ao último cêntimo. Inicialmente foram previstos 4,5 milhões até final de 2020 e 4 milhões para início de 2021.

Mas agora os apoios serão bem superiores, cerca de sete vezes superiores, para isso, contamos com o investimento de Bruxelas! Através do Plano de Recuperação e Resiliência, teremos assim um total de 30 milhões de euros para as famílias portuguesas melhorarem a eficiência energética das suas casas!

Financiamento programa eficiência energética

A inclusão deste programa de melhoria da eficiência energética da casa dos portugueses já estava prevista no primeiro Plano de Recuperação e Resiliência dado a conhecer em outubro de 2020, na altura com uma dotação de 620 milhões de euros.

Na altura, João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e da Ação Climática (MAAC), tinha dado a conhecer a iniciativa. Sabendo-se agora que cerca de metade, 300 milhões, irão ser destinados a edifícios residenciais, sendo que no verão de 2021 a primeira tranche servirá para apoiar as famílias com cerca de 30 milhões de euros.

A taxa de comparticipação dos investimentos irá manter-se nos 70% nesta segunda edição do Programa Edifícios + Sustentáveis.

Mas agora há que contar com uma verba extraordinária de 5 milhões de euros para quem pretenda instalar painéis fotovoltaicos, baterias ou outros sistemas de armazenamento, desde que cumpra com as novas comunidades de energia que o Governo pretende promover.

Assim, além das famílias, também as Câmaras Municipais podem concorrer, caso tenham comunidades de energia em bairros sociais!

https://www.portal-energia.com/edificios-sustentaveis/

Quanto custa em média carregar um carro elétrico em Portugal?

A pandemia por COVID-19 veio prejudicar bastante as vendas do segmento automóvel. No entanto, no segmento dos elétricos, houve até um ligeiro crescimento. As tendências e as próprias ofertas têm ajudado ao crescimento.

Mas afinal quanto custa em média carregar um carro elétrico na Europa? E em Portugal?

Em 2020, os carros elétricos representavam 10,5% do total de matrículas na Europa, um aumento significativo em relação a 2019, quando representavam apenas 3%. O caminho do segmento automóvel parece ser mesmo elétrico e nos últimos tempos têm sido criadas várias infraestruturas para dar suporte a esta “nova era”.

Quanto custa carregar um carro elétrico em Portugal?

O site electromaps disponibilizou recentemente uma tabela com o preço médio de carregamento de um carro elétrico. logicamente que tal resposta depende da capacidade da bateria. Para o estudo realizado, foi usado um carro elétrico com uma bateria de 60 kWh.(290-380 km de autonomia)

Com esta capacidade (aproximada) temos, por exemplo, um VW ID.3 de 58 kWh ou o Hyundai KAUAI e Kia e-Niro com 64 kWh bateria.

Como se pode ver pela imagem seguinte, o preço médio para carregar na totalidade um veículo elétrico com uma bateria de 60 kWh custa cerca de 13,25 euros. Portugal não é dos países mais caros, pois à frente tem países como a Alemanha (19,02€), Dinamarca (17,71), Espanha (13,99 euros), etc. Mas também há países mais baratos, dentro da mesma “faixa” como França (11,87€), Suécia (11,41 €) e Holanda (8,92€).

Os mais baratos são mesmo a Ucrânia (2,91€), a Sérvia (4,61 €), a Macedónia (4,89 €) entre outros.

Tendo em conta a comparação de 38 países, Portugal aparece quase no final da tabela, como sendo um dos mais caros para se carregar um veículo elétrico.

Esta diferença de preços dos 38 países que compõem a lista deve-se a diversos motivos, como a situação política, a situação energética, a origem da energia, o custo da energia, as condições meteorológicas, os impostos, os salários. Ou mesmo a capacidade de recarregar em casa ou no trabalho, entre outros fatores.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/motores/afinal-quanto-custa-em-media-carregar-um-carro-eletrico-em-portugal/

Custo das baterias de ião-lítio caiu 97% nas últimas três décadas

Um novo estudo do MIT demonstra que o custo das baterias de ião-lítio – usadas para carregar telefones, portáteis e veículos elétricos – caiu 97% nas últimas três décadas.

A pesquisa, baseada numa análise detalhada dos custos e desempenho de baterias, concluiu que a queda acentuada dos custos é comparável ao declínio, mais amplamente divulgado, do custo das células fotovoltaicas para painéis solares, “que muitas vezes são tidos como uma espécie padrão de ouro em inovação de energia limpa ”, disse a coautora do estudo Jessika Trancik, professora associada do Instituto de Dados, Sistemas e Sociedade do MIT. Afirmou ainda que o declínio contínuo das baterias de ião-lítio terá ramificações importantes para a crescente eletrificação de veículos e a expansão do uso de baterias estacionárias, que pode ajudar a compensar o fornecimento intermitente das energias eólica e solar.

“Eu não posso exagerar a importância dessas tendências na inovação de energia limpa para nos levar onde estamos neste momento até onde começará a parecer que podemos ver a rápida eletrificação de veículos e estamos vendo o forte crescimento das tecnologias de energia renovável, ” disse Trancik.

Ela afirmou que tem havido grande incerteza e desacordo sobre quanto os custos das baterias de ião-lítio diminuíram nas últimas décadas, em parte porque esses números eram dados de empresas e mantidos privados. Mas o estudo do MIT foi capaz de reunir as peças do puzzle da queda de preços, analisando toda a literatura publicada sobre nos últimos 30 anos.

fonte: https://e360.yale.edu/digest/coss-of-lithium-ion-batteries-has-fallen-by-97-percent-study-says?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+YaleEnvironment360+%28Yale+Environment+360%29

Plataforma para acelerar a produção de painéis PV na Europa

A “European Solar Initiative” e a “Solar Power Europe” uniram-se para lançar a plataforma “Solar Manufacturing Accelerator“, que visa acelerar a implantação de projetos de fabricação de painéis fotovoltaicos na Europa – para fortalecer a liderança da UE em tecnologias de energia limpa e contribuir para a re-industrialização da Europa.

Esta iniciativa é coordenada pela “Solar Power Europe” e tem o apoio dos seus parceiros ESMC, ETIP-PV, IPVF e VDMA. Está aberto a qualquer empresa ou organização que deseja desenvolver ou fazer parceria em projetos de fabricação de painéis PV. A plataforma abrangerá um amplo portfólio de projetos europeus e fá-lo-á identificando parceiros e obtendo investidores financeiros com o objetivo de aumentar o número de projetos de fabricação solar fotovoltaica na Europa. Também visa contribuir para o sucesso do Acordo Verde Europeu.

Walburga Hemetsberger, CEO da”Solar Power Europe“, declarou. “Como a tecnologia renovável de menor custo e com maior necessidade de mão de obra, a energia solar está preparada para cumprir os objetivos do Acordo Verde Europeu e da Recuperação Verde. O “momentum” está a crescer para expandir as atividades de manufatura na UE, com base na forte aceitação do mercado interno confirmada em 2020, apesar da pandemia COVID-19 e da liderança tecnológica sustentada das empresas europeias. Após o lançamento bem-sucedido do “Solar Manufacturing Accelerator” em maio de 2020, hoje temos o prazer de impulsionar ainda mais a indústria solar, com o EIT InnoEnergy, com o lançamento da “European Solar Initiative”. ”

Há ainda uma plataforma de investimento empresarial, que acompanha o desenvolvimento de projetos de fabricação de energia solar fotovoltaica abrangentes e competitivos na Europa que faz a ligação entre os promotores de projetos e investidores. As empresas podem-se inscrever e os promotores dos projetos serão acompanhados no amadurecimento dos seus projetos e no contato com os financiadores.

Fonte:https://cleantechnica.com/2021/02/26/solarpower-europe-launches-solar-manufacturing-accelerator

Turbina Éolica mais potente do Mundo

A Vestas, uma empresa dinamarquesa de turbinas eólicas, anunciou esta semana que desenvolveu uma nova turbina eólica “offshore” projetada especificamente para zonas propensas a tufões.

Como o nome indica, a “V236-15.0 MW” produzirá 15 megawatts de eletricidade – a maior potência de qualquer turbina eólica no mundo. A que mais se aproxima é a “Haliade X-13” da GE, que será instalado no parque eólico “offshore” Dogger Bank do Reino Unido, no Mar do Norte.

A V236-15.0 MW é um gigante autêntico.

Possui três lâminas com 115,5 metros de comprimento para uma área total de varrimento de mais de 43.000 metros quadrados – ou 4,3 hectares.

Cada turbina será capaz de gerar 80 gigawatts-hora (GWh) de eletricidade por ano, o suficiente para abastecer 20.000 residências.

Henrik Andersen, CEO da Vestas, disse em comunicado à imprensa: “A introdução da nova plataforma “offshore” é uma grande conquista para todos na Vestas, pois marca um grande salto num caminho muito importante. Como líder global em energias renováveis, todas as decisões que a Vestas toma hoje devem servir para aumentar a escala das renováveis ​​no futuro – só assim podemos garantir um sistema energético futuro mais sustentável. A energia eólica “offshore” desempenhará um papel fundamental no crescimento da produção eólica e a “V236-15.0 MW” será um impulsionador neste desenvolvimento, reduzindo o custo nivelado da energia, tornando nossos clientes mais competitivos em licitações offshore no futuro. ”

Esse custo nivelado de energia, conhecido na indústria como LCOE, é importante. Por exemplo, de acordo com a Wind Power Monthly, usar as novas turbinas Vestas pode aumentar a produção anual de energia de um parque eólico nominal de 900 MW em 5%, usando menos 34 turbinas. Isso, por sua vez, reduz a necessidade de fundações e cablagem interplataforma, o que pode reduzir substancialmente o custo de um projeto.

A Vestas diz que o V236 – 15 MW foi desenvolvido internamente com base na experiência com sua plataforma eólica onshore EnVentus introduzida em 2019, juntamente com sua experiência no mundo real com as mais de 1200 turbinas eólicas offshore que instalou na última década. E que a primeira das novas turbinas será instalada para fins de teste em 2022, com a produção em série programada para começar em 2024.

Escalabilidade

No mundo altamente competitivo da energia eólica offshore, onde Vestas, GE, Orsted e Siemens e Gamesa são as empresas dominantes, o progresso e o desenvolvimento nunca param. E a “V236-15 MW” ainda nem está em produção e a empresa já pensa numa versão de 17 MW melhorada para um futuro a curto prazo. Turbinas menos potentes também podem ser apropriadas para certos usos.

A energia eólica offshore é uma indústria enorme e vital para a descarbonização da economia global. Cada Vestas “V236-15 MW” elimina 38.000 toneladas de emissões de dióxido de carbono, o que é equivalente a remover 25.000 carros de combustão interna das estradas do mundo. Colocar turbinas eólicas no mar, onde não são visíveis da costa, elimina muitas das reclamações que se ouvem sobre a energia renovável que ameaça os agricultores ou exige o corte raso de florestas. Os ventos sobre o oceano tendem a ser mais estáveis ​​e previsíveis do que os ventos terrestres, o que leva a uma maior produção de energia ao longo do tempo em comparação com os sistemas terrestres.

Traduzido e Adaptado (17/02/2021) de : https://cleantechnica.com/2021/02/12/vestas-unveils-worlds-most-powerful-offshore-wind-turbine/

Inédito: Energias renováveis ultrapassaram combustíveis fósseis na UE

Os países da Europa têm apostado bastante em energias renováveis. Portugal é um desses exemplos tendo até batido recentemente o recorde na produção de energia sem carvão. O sistema elétrico nacional esteve 111 horas sem usar a produção térmica clássica.

Notícias recentes revelam que, na União Europeia, o consumo de energias renováveis ultrapassou a energia produzida por combustíveis fósseis.

As energias renováveis geraram 38% da eletricidade da Europa

As energias renováveis ultrapassaram os combustíveis fósseis como principal fonte de eletricidade da UE pela primeira vez em 2020. As energias renováveis geraram 38% da eletricidade na Europa, ultrapassando os 37% do mercado gerado pelos combustíveis fósseis.

O estudo revelou que a eletricidade da Europa é 29% mais limpa do que em 2015. Isso de acordo com um novo estudo “The European Power Sector in 2020” realizado pelas Think tanks Ember e Agora Energiewende.

Os dados agora revelados foram impulsionados pela geração de energia eólica e solar que quase duplicou desde o ano de 2015 para fornecer 20% da eletricidade da UE em 2020. As maiores participações de energia eólica e solar ocorreram na Dinamarca (61%), Irlanda (35%), Alemanha (33%), e Espanha (29%).

Em contraste, a energia a carvão caiu bastante desde 2015. Em 2020, a geração de carvão caiu 20% para fornecer apenas 13% da eletricidade da Europa. Em comparação, a geração de gás caiu apenas 4% em 2020. Um preço robusto do carbono significava que a geração de gás era a forma mais barata de geração de combustível fóssil.

A procura de eletricidade na Europa caiu 4% em 2020, atingindo níveis mínimos em abril no pico dos bloqueios de COVID-19. O aumento das energias renováveis foi “robusto” apesar da pandemia, enquanto a queda dos combustíveis fósseis foi limitada por uma recuperação na procura e geração nuclear abaixo da média.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/informacao/inedito-energias-renovaveis-ultrapassaram-combustiveis-fosseis-na-ue/