fbpx

Painéis Solares + Agricultura – ainda não viu nada.

Foto:Merrill Smith

Há bem pouco tempo que a ideia de combinar painéis solares com a agricultura quase inconcebível. De repente, esta área começou a explodir, por assim dizer. O Departamento de Energia dos Estados Unidos vai incestir 7 milhões de dolares para lançar as sementes de uma nova revolução na agricultura americana.

Foto:Dennis Schroeder/NREL

Painéis Solares Vs. Agricultura

Se a instalação de painéis solares para ajudar no crescimento de algo parece contra intuitiva, há um bom motivo para isso. Até muito recentemente, os painéis solares eram inimigos da agricultura. Os desenvolvimentos solares típicos envolviam/envolvem a colocação de fileiras de painéis fotovoltaicos que cobrem hectares de terra que poderiam ser usados para o cultivo.

Os lucros dos arrendamentos de terras para instalações solares fornecem uma tábua de salvação para os agricultores americanos para resistirem aos desafios do mercado global de alimentos, exacerbados pelas políticas comerciais do presidente Trump. No entanto, se a tendência atual continuar, os EUA e outras nações enfrentarão problemas globais de abastecimento de alimentos.

O Laboratório Nacional de Energia Renovável, por exemplo, estimou que apenas os EUA poderiam perder cerca de 0.8 milhões de hectare de terra agrícola para os painéis solares até 2030.

Foto:Dennis Schroeder/NREL

Painéis solares com Agricultura = “Agrivoltaicos”

No melhor dos dois mundos, os painéis solares poderiam ser erguidos a apenas mais alguns metros do solo, o que permitiria aos agricultores beneficiar da renda de energia renovável enquanto faziam as lavouras ou criavam gado entre os painéis PV.

A CleanTechnica percebeu a tendência há um tempo atrás, quando investigadores da Universidade do estado de Oregon descreveram como os painéis solares podem criar um microclima de arrefecimento que melhora as condições para várias culturas. Também chegaram à conclusão de que o mesmo efeito de arrefecimento pode melhorar a eficiência dos painéis solares.

Desde então, a base de conhecimento sobre os benefícios do PV para melhorar as produções de culturas e forragens tem aumentado, o Departamento de Energia lançou o guia “farm to lightbulb” para os agricultores, e o movimento começou a estabelecer-se de várias formas por todo o país.

O uso a terra sob os painéis solares para apascentar gado ou estabelecer habitats para polinizadores unicamente está a tornar-se obsoleto. E estão a surgir novas formas de “agrivoltaicos”. No Massachusetts, por exemplo, os produtores de arando descobriram que podem cultivar os rebentos sob os painéis solares e os legisladores do estado pensam que a via do fotovoltaico pode ajudar a atrair uma nova geração para a agricultura.

Algo interessante também está a acontecer no Minnesota. Décadas de produção agrícola contínua exauriram o solo no Estado e agora está a recorrer a painéis solares para obter ajuda. Essa coisa do microclima é a chave. Ele encaixa-se na agricultura regenerativa, que implanta práticas agrícolas que conservam água e energia enquanto melhoram a constituição e saúde do solo.

Na verdade, a área de agricultura “agrivoltaica-regenerativa” já se popularizou. Empresas solares de todos os tamanhos, desde a empresa americana BlueWave até á Lightsource BP, estão a incorporar agricultura regenerativa nas suas propostas de instalações de centrais fotovoltaicas.

Fonte: https://cleantechnica.com/2020/11/19/solar-panels-agriculture-you-aint-seen-nothing-yet/

Leilão solar bate recorde mundial

O segundo leilão solar realizado pelo Governo, que decorreu esta segunda e terça-feira(24/25 Agosto 2020), vai gerar ganhos de 559 milhões de euros para o sistema elétrico nos próximos 15 anos. Segundo o Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, o leilão “foi um sucesso ainda maior” do que o primeiro concurso realizado no ano passado. 

O valor corresponde a um ganho de cerca de 833 mil euros por cada MW adjudicado, “o que representa um acréscimo de cerca de 80% face ao ganho unitário obtido no leilão de 2019”, no qual foram leiloados 1400 MW, com ganhos de 600 milhões de euros. 

“Batemos um novo recorde do mundo, que foi conseguido com um leilão transparente, usando mecanismos de mercado, e com uma concorrência muito superior à oferta disponível. Havia 35 concorrentes, o que correspondia a 10 vezes mais procura do que oferta, e foram muito mais longe nas licitações” face ao leilão anterior, ressalvou o ministro. 

O valor obtido neste leilão foi de 11,14 euros por MWh, ultrapassando o recorde batido no ano passado, que foi de 14,76 euros por MWh. O preço praticado no Mibel (mercado ibérico da energia elétrica) nos últimos meses oscilou entre os 40 e os 45 euros por MWh. 

Com estes leilões, concluiu o ministro, “estamos a criar as condições para chegar a 2030 garantindo que 80% da eletricidade que vamos consumir tem como origem fontes renováveis”. 

Fonte:(27/08/2020)

https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/leilao-solar-bate-recorde-mundial-e-vai-gerar-ganhos-de-559-milhoes-de-euros