Primeiro hotel com pegada energética positiva chega à Noruega em 2022

Hotel vista

O primeiro hotel do mundo com uma pegada energética positiva – ou seja, que produz mais energia do que aquela que consome – vai abrir junto à localidade norueguesa de Rødøy, no Círculo Polar Árctico, em 2022. O futuro Svart terá uma estrutura circular e irá flutuar sobre palafitas de forma a misturar-se com os arredores.

Já está a ser construído e utiliza materiais locais tendo como prioridade a sustentabilidade. Segundo a equipa responsável pelo projecto, “o Svart irá economizar 85 por cento de seu consumo anual de energia e recolher energia solar suficiente para cobrir as actividades do hotel, incluindo o transporte de barco e a energia necessária para construir o edifício”.

O Svart terá cerca de 100 quartos que, graças ao seu design circular, terão uma vista majestosa para o fiorde, uma grande entrada de mar entre altas montanhas rochosas. Os hóspedes terão à sua disposição um centro de educação e um laboratório de design, além de um par de barcos eléctricos. Haverá também quatro restaurantes com ingredientes produzidos numa quinta nas redondezas. 

Para relaxar, o hotel irá dispor de um spa interno e externo com terapia de som, crioterapia e tratamentos de inspiração nórdica, além de aulas de yoga. Para os que mais aventureiros, haverá actividades como escalada no gelo, observação da vida selvagem e ainda mergulho ou pesca.

Fonte: https://www.timeout.pt/porto/pt/noticias/primeiro-hotel-com-pegada-energetica-positiva-chega-a-noruega-em-2022-120620?utm_term=Autofeed&utm_medium=Social&utm_source=Facebook&cid=%7Eporto%7Enatsoc%7Efacebook%7Eechobox#Echobox=1608579366

Painéis Solares + Agricultura – ainda não viu nada.

Foto:Merrill Smith

Há bem pouco tempo que a ideia de combinar painéis solares com a agricultura quase inconcebível. De repente, esta área começou a explodir, por assim dizer. O Departamento de Energia dos Estados Unidos vai incestir 7 milhões de dolares para lançar as sementes de uma nova revolução na agricultura americana.

Foto:Dennis Schroeder/NREL

Painéis Solares Vs. Agricultura

Se a instalação de painéis solares para ajudar no crescimento de algo parece contra intuitiva, há um bom motivo para isso. Até muito recentemente, os painéis solares eram inimigos da agricultura. Os desenvolvimentos solares típicos envolviam/envolvem a colocação de fileiras de painéis fotovoltaicos que cobrem hectares de terra que poderiam ser usados para o cultivo.

Os lucros dos arrendamentos de terras para instalações solares fornecem uma tábua de salvação para os agricultores americanos para resistirem aos desafios do mercado global de alimentos, exacerbados pelas políticas comerciais do presidente Trump. No entanto, se a tendência atual continuar, os EUA e outras nações enfrentarão problemas globais de abastecimento de alimentos.

O Laboratório Nacional de Energia Renovável, por exemplo, estimou que apenas os EUA poderiam perder cerca de 0.8 milhões de hectare de terra agrícola para os painéis solares até 2030.

Foto:Dennis Schroeder/NREL

Painéis solares com Agricultura = “Agrivoltaicos”

No melhor dos dois mundos, os painéis solares poderiam ser erguidos a apenas mais alguns metros do solo, o que permitiria aos agricultores beneficiar da renda de energia renovável enquanto faziam as lavouras ou criavam gado entre os painéis PV.

A CleanTechnica percebeu a tendência há um tempo atrás, quando investigadores da Universidade do estado de Oregon descreveram como os painéis solares podem criar um microclima de arrefecimento que melhora as condições para várias culturas. Também chegaram à conclusão de que o mesmo efeito de arrefecimento pode melhorar a eficiência dos painéis solares.

Desde então, a base de conhecimento sobre os benefícios do PV para melhorar as produções de culturas e forragens tem aumentado, o Departamento de Energia lançou o guia “farm to lightbulb” para os agricultores, e o movimento começou a estabelecer-se de várias formas por todo o país.

O uso a terra sob os painéis solares para apascentar gado ou estabelecer habitats para polinizadores unicamente está a tornar-se obsoleto. E estão a surgir novas formas de “agrivoltaicos”. No Massachusetts, por exemplo, os produtores de arando descobriram que podem cultivar os rebentos sob os painéis solares e os legisladores do estado pensam que a via do fotovoltaico pode ajudar a atrair uma nova geração para a agricultura.

Algo interessante também está a acontecer no Minnesota. Décadas de produção agrícola contínua exauriram o solo no Estado e agora está a recorrer a painéis solares para obter ajuda. Essa coisa do microclima é a chave. Ele encaixa-se na agricultura regenerativa, que implanta práticas agrícolas que conservam água e energia enquanto melhoram a constituição e saúde do solo.

Na verdade, a área de agricultura “agrivoltaica-regenerativa” já se popularizou. Empresas solares de todos os tamanhos, desde a empresa americana BlueWave até á Lightsource BP, estão a incorporar agricultura regenerativa nas suas propostas de instalações de centrais fotovoltaicas.

Fonte: https://cleantechnica.com/2020/11/19/solar-panels-agriculture-you-aint-seen-nothing-yet/

Autoconsumo dá isenção total de custos aos consumidores

Consumidores que pretendam produzir energia em regime de autoconsumo e depois injetem na rede o excesso produzido, vão passar a ter isenção total dos custos de interesse económico geral (CIEG), isto em caso de projetos de comunidades e autoconsumo coletivo e 50% em autoconsumo individual.

A novidade foi dada por João Galamba, Secretário de Estado da Energia, no seminário online “A transição energética e o investimento das comunidades”, organizado pelo projeto Ponto Energia.

Diz o secretário de estado que já assinou o despacho há duas semanas e “foi enviado para publicação, e demos uma isenção total de CIEG para todos os projetos que utilizem a rede pública, sejam de autoconsumo coletivo ou de comunidades de energia, enquanto o individual tem apenas uma redução de 50%”.

De referir que a CIEG é responsável por cerca de 30% do valor da fatura da eletricidade em Portugal, e a sua isenção total ou parcial tem estado em discussão desde outubro de 2019, através do decreto-lei 162/2019, na altura aprovou o regime jurídico aplicável ao autoconsumo de energias renováveis.

Galamba diz que esta medida vai ser importante, visto que era uma barreira que vai deixar de existir para o desenvolvimento de projetos. Assim o despacho será um desbloqueador da situação, o que vai ter um impacto significativo na viabilidade económica e financeira.

Os projetos de autoconsumo vão assim ter melhores condições para proliferarem, pois, até ver tem sido mais lenta que o desejado. “Nesta primeira fase, aquilo que temos verificado é que os projetos de autoconsumo e as comunidades [de energia], apesar de partirem de um quadro geral, são projetos singulares, com especificidades próprias.

O que temos procurado dizer, assim que tomamos conhecimento de algum projeto — e tem havido vários a nível das autarquias, como Lisboa, Porto e Cascais — é para terem uma forte interação com a DGEG [Direção-Geral de Energia e Geologia] e com a ERSE nos desenhos iniciais desses projetos, para terem um acompanhamento mais próximo e perceberem como é que podem implementá-los”.

Junho será também um mês de novidades, pois a ERSE irá fazer um levantamento sobre os avanços regulamentares desde a publicação do decreto-lei 162/2019, bem como das barreiras que ainda têm que ser eliminadas no autoconsumo coletivo e comunidades de energia.

O Secretário de Estado da Energia admite que ainda há muito a fazer, para maximizar o potencial do decreto-lei aprovado, sendo objetivo do executivo dar ainda mais incentivos para esta área.

Brevemente o Governo dará início ao esboço de uma estratégia nacional de longo prazo para combater a pobreza energética, sendo que em breve será aprovada a estratégia de longo prazo de renovação de edifícios. Estratégia que irá passar por promover a eficiência energética, uma área em que houve atrasos, mas que se estão a recuperar!

Galamba falou ainda na redução do IVA da eletricidade por escalões de consumo, que, entretanto, recebeu a luz verde de Bruxelas no início do mês de junho, sem oposição de qualquer estado-membro, refere que tem sempre a ver com a compra de eletricidade e não será relevante na questão do autoconsumo e das comunidades de energia.

Por acaso ainda tenho algumas dúvidas de como é que funciona, depois, na partilha de energia, se há IVA ou não há IVA (confesso que essa parte não tenho ainda totalmente clara), mas o IVA será mais crítico na compra de eletricidade fora do modelo de autoconsumo e de comunidades. E aí vão baixar os custos de eletricidade”, disse.

Fonte: https://www.portal-energia.com/autoconsumo-isencao-custos-consumidores (01/12/2020)