Transferências e transformações de energia

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Transferências e transformações de energia

Diariamente observamos várias manifestações de energia e, consequentemente, transferências de energia (passagem de energia de um sistema para outro). Por exemplo, quando um carro de bebe é empurrado numa superfície horizontal, transfere-se energia para o carrinho. Esta energia manifesta-se sobre a forma de energia cinética. Assim, numa transferência de energia, a energia transfere-se de um sistema designado por fonte para outro sistema designado recetor, ou seja, a fonte cede energia e o recetor recebe energia. Esta energia não se cria nem se perde, porém transfere-se entre sistemas e mantem-se constante.

 

-Lei da Conservação da Energia

Antes de tudo, para se conseguir perceber melhor as transferências de energia, vou dar um exemplo do dia a dia. Um carro, que é o recetor de energia, utiliza um combustível para fazer o motor funcionar. A parte da energia que é utilizada para fazer o carro se mover é a energia útil. Contudo, outra parte é utilizada para o aquecimento de peças, que é a energia dissipada. Assim, nem toda a energia fornecida ao carro é utilizada para fazer o carro mover-se.

Assim, pela Lei da Conservação da Energia, a energia elétrica fornecida é igual à energia útil mais a energia por ele dissipada.

 

-Rendimento de um aparelho

O rendimento de um aparelho é a medida da eficiência energética. Calcula-se pelo quociente entre a energia útil e a energia fornecida e exprime-se em percentagem.

Quanto maior for a parcela de energia que o aparelho transforma de forma útil relativamente ao total de energia que lhe é fornecida maior será a rentabilidade do aparelho.

 

Questões energéticas na sustentabilidade da Terra

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Questões energéticas na sustentabilidade da terra

A nível mundial, as fontes de energia fósseis são as mais utilizadas. A sua utilização começou no século XVIII com a utilização carvão. Mais tarde, o uso de petróleo, gás natural e urânio.

 

O crescimento demográfico, a industrialização e o desenvolvimento económico e tecnológico têm tornado as exigências elétricas cada vez maiores. As matérias-primas fósseis, como o petróleo, têm sido cada vez mais utilizadas, o que está a originar a sua escassez. Apesar disso,  a utilização de fontes renováveis também está a crescer.

 

Esta dependência de combustíveis fósseis e os seus desequilíbrios das suas reservas têm levado vários cientistas de todos os países do mundo à procura de novos recursos energéticos.

 

Portugal é um país com muita dependência do exterior no que diz a combustíveis fósseis. Apesar disso, Portugal encontra-se numa posição geográfica incrível para ter um bom aproveitamento de energia eólica, utilizada na produção de energia elétrica. O mesmo se aplica á energia solar.

No Alentejo, Portugal possui duas das maiores centrais solares do mundo. A construção de barragens também tem crescido.

 

Fontes e formas de energia

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Fontes e formas de energia

Durante os primeiros milénios da humanidade, os músculos dos homens e dos animais eram a principal fonte de energia. Usavam também madeira para se aquecer, cozinhar alimentos, iluminar e, mais tarde, para fundir metais. Mais tarde, a humanidade aprendeu a aproveitar as fontes de energia que a Terra lhes dava. Primeiro o carvão, depois o petróleo e os gases naturais. Essas fontes de energia foram transformadas, originando a gasolina, gasóleo, eletricidade, etc. Concluindo, percebemos que existem diferentes fontes de energia:

  • Primárias– Fontes que provêm da Natureza. Ex: Carvão, petróleo, gás natural, vento…
  • Secundárias– Fontes que são obtidas a partir de outras fontes de energia. Ex: Gasolina, gasóleo, gás butano, eletricidade…

 A energia elétrica pode ser produzida de várias maneiras, com recurso a:

  • Àgua, em centrais hidroelétricas ou hídricas
  • Carvão, petróleo ou gás natural em centrais termoelétricas ou térmicas
  • Urânio nas centrais nucleares
  • Vento nas centrais eólicas
  • Sol nas centrais solares

Na natureza são encontradas diversas fontes de energia, as fontes primárias. Mas se compararmos a água com o carvão vemos que há uma coisa que os distingue: a água está em constante renovação e o carvão demora milhões de anos a formar-se. Então, as fontes primárias de energia podem ser classificadas em fontes de energia:

  • Renováveis– Fontes de energia que estão em continua renovação e são consideradas energias limpas pois não deixam resíduos na Natureza.
  • Não renováveis– Fontes de energia que são limitadas e podem vir a esgotar-se, já que o seu processo de formação demora milhões de anos.

Fontes de energias renováveis:

Energia Solar:

  • O Sol é uma fonte inesgotável de energia que pode ser usada para produzir energia elétrica e para aquecimento de água.
  • Por outro lado não é rentável a exploração da energia solar em sítios onde a radiação solar seja escassa. Exige também custos elevados na construção de centrais.
Água dos rios:
  • Pode ser aproveitada para a produção de energia elétrica.
  • Exige elevados custos na sua produção e provoca, a nível ambiental, perturbação da biodiversidade e alterações a nível de irrigação em terrenos vizinhos.

Recursos Geotérmicos: 

  • É aproveitado o vapor de água, a altas temperaturas, que é libertado nas fumarolas para produção de energia elétrica.
  • Só é possível a sua exploração em certas regiões vulcânicas e exige elevados custos de construção e exploração.

Fontes de energia não renováveis:

Carvão:

  • Apesar do carvão ser um dos mais importantes combustível fóssil com uma fonte essencial a nível industrial, o impacto ambiental é enorme, sendo um dos maiores poluentes atmosféricos.

Urânio:

  • É um combustível nuclear utilizado para a produção de eletricidade com perigo de emissão de radiações nucleares e com problemas no armazenamento e eliminações de resíduos radioativos.

-Formas de Energia

         Apesar de a energia ter muitas qualificações, como as que vimos aqui em cima, ela só se manifesta de duas formas fundamentais:

  • Energia Cinética- Esta é a energia que está associada ao movimento. A energia cinética de um corpo depende da sua massa e velocidade. Ex: uma criança a correr.
  • Energia Potencial- Esta energia é armazenada encontra-se em condições de ser aproveitada. Ex: quando uma mola é deformada, ela tende em regressar á sua forma inicial.

A unidade SI de energia é o joule, representado por um J. A caloria (representada por cal) é uma unidade de energia, mas não faz parte do sistema internacional de unidades, apesar de ser muito usada.

1 cal=4.18 J

Primeiro hotel com pegada energética positiva chega à Noruega em 2022

Hotel vista

O primeiro hotel do mundo com uma pegada energética positiva – ou seja, que produz mais energia do que aquela que consome – vai abrir junto à localidade norueguesa de Rødøy, no Círculo Polar Árctico, em 2022. O futuro Svart terá uma estrutura circular e irá flutuar sobre palafitas de forma a misturar-se com os arredores.

Já está a ser construído e utiliza materiais locais tendo como prioridade a sustentabilidade. Segundo a equipa responsável pelo projecto, “o Svart irá economizar 85 por cento de seu consumo anual de energia e recolher energia solar suficiente para cobrir as actividades do hotel, incluindo o transporte de barco e a energia necessária para construir o edifício”.

O Svart terá cerca de 100 quartos que, graças ao seu design circular, terão uma vista majestosa para o fiorde, uma grande entrada de mar entre altas montanhas rochosas. Os hóspedes terão à sua disposição um centro de educação e um laboratório de design, além de um par de barcos eléctricos. Haverá também quatro restaurantes com ingredientes produzidos numa quinta nas redondezas. 

Para relaxar, o hotel irá dispor de um spa interno e externo com terapia de som, crioterapia e tratamentos de inspiração nórdica, além de aulas de yoga. Para os que mais aventureiros, haverá actividades como escalada no gelo, observação da vida selvagem e ainda mergulho ou pesca.

Fonte: https://www.timeout.pt/porto/pt/noticias/primeiro-hotel-com-pegada-energetica-positiva-chega-a-noruega-em-2022-120620?utm_term=Autofeed&utm_medium=Social&utm_source=Facebook&cid=%7Eporto%7Enatsoc%7Efacebook%7Eechobox#Echobox=1608579366

Bateria de grafeno, a solução para o problema das motos elétricas

mota

Os materiais usados ​​nas baterias de veículos elétricos são diversos, mas a autonomia e o tempo de recarga ainda estão pendentes.

A empresa chinesa GAC ​​poderá ter encontrado a solução. Que tal uma autonomia de 1.000 km, ou 300 km com apenas 10 minutos de carregamento?

É isso que a GAC está a propor graças ao novo material que está a estudar para a sua nova geração de baterias: o grafeno.

Este material é uma das formas cristalinas do carbono (o mineral usado, entre outras coisas, nas minas dos lápis). As suas caraterísticas são alta condutividade elétrica, alta elasticidade e flexibilidade, dureza, resistência e até transparência, entre outras.

A empresa chinesa desenvolveu um novo ânodo de silício capaz de aumentar a densidade de energia para 275 Wh por kg. Uma tecnologia de alto desempenho que deve, portanto, permitir que se alcance 1.000 km de autonomia com custos menores e velocidades de carregamento maiores.

A GAC afirma que a bateria de grafeno consegue uma redução nos custos de produção. Mas, principalmente, a possibilidade de criar uma bateria que com apenas 10 minutos de carga é possível fazer entre 200 a 300 km.

Não só a GAC está a trabalhar em baterias deste material como também em Espanha, especificamente em Alicante, empresas como a Graphenano estão a investigar a sua própria bateria de grafeno.

Embora ainda haja muitas questões a serem esclarecidas se o futuro da indústria de veículos automóveis será baseado exclusivamente em veículos elétricos. O que é claro é que a sua procura está a aumentar cada vez mais.

O grafeno pode ser a solução definitiva para os principais problemas que estes apresentam hoje, que são a autonomia e o tempo de recarga.

Fonte: https://motorcycleonline.info/?p=23773&fbclid=IwAR333s1HzKy82akgYJL5mQmBHRAtL5t4Q11UVuIpe_6_-P_kzsWj_Mmzhtw

Saquinho de jornal no lugar das sacolas plásticas

Saquinho de jornal

Saquinho de jornal no lugar das sacolas plásticas

saquinho

Você já pensou em substituir as sacolas plásticas por sacos feitos com jornal, na hora de embalar o lixo?

A prática de rejeitar uma sacolinha plástica na hora de fazer compras cada vez mais se difunde pelo Brasil. Ecobags e carrinhos de compras individuais contribuem para esse processo. Mas e na hora de embalar o lixo, como evitar o “vício” de usar as tais sacolinhas plásticas?

Uma boa alternativa é o origami de papel jornal. Ele pode ser usado no lixo do banheiro e para demais lixos secos da sua casa. Em vez de utilizar um monte de sacolinhas, prefira o saquinho de jornal ao longo da semana. No momento de levar o conteúdo acumulado para fora de casa, use apenas um saco de lixo bem grande. Há casos de residências que praticam a compostagem dos resíduos orgânicos, o que facilita ainda mais a substituição das sacolinhas plásticas pelo uso do papel, uma vez que o resíduo úmido é reduzido a níveis mínimos.

Não sabe como fazer saquinho de jornal? Confira o vídeo acima e entenda como proceder. Se curtir, inscreva-se no canal do eCycle no YouTube. Siga também o passo a passo logo abaixo!

1. Pegue uma folha de jornal e marque a metade da página da direita, no sentido vertical. Em seguida, dobre para dentro a ponta da página direita até a marca que você fez (ou seja, dobre um quarto da página direita). O resultado será um quadrado
2. Una a ponta superior esquerda e a ponta inferior direita, formando um triângulo, mas mantenha a base para baixo
3. Agora dobre a ponta inferior direita do triângulo até o meio da linha lateral esquerda
4. Vire a dobradura para o outro lado e repita o item 3, colocando a ponta inferior direita na dobra lateral esquerda
6. Agora você terá um pentágono. Pegue uma das pontas da parte de cima e enfie na aba horizontal. Vire a dobradura e faça a mesma coisa do outro lado
7. O saquinho está pronto! Basta abri-lo colocá-lo em um balde!

O papel se decompõe muito mais rapidamente que o plástico. Além disso, você já tem um destino útil para o jornal que se acumula na sua casa ou mesmo na dos parentes e vizinhos.

Com o saquinho de jornal você deixa de usar as sacolinhas plásticas em grande parte das lixeiras da sua casa. No entanto, para acondicionar todos os resíduos restantes acaba sendo necessário o uso do sacos de lixo grandes. Nossa recomendação é a utilização de sacos plásticos feitos a a partir de matéria-prima reciclada.

Fonte: https://www.ecycle.com.br/316-saco-lixo-jornal.html

 

Confira dicas de como reduzir o lixo doméstico

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Pequenos cuidados que envolvem reciclagem e reutilização podem ser eficazes para evitar que restos com potencial energético se acumulem sem eficiência no meio ambiente.

A melhor maneira de reduzir a quantidade de lixo existente no planeta é reduzindo a quantidade de lixo produzida. Por isso, diminuir a produção de lixo doméstico é essencial para minimizar o acúmulo de resíduos e a crescente poluição decorrente do descarte incorreto dos mesmos. Embora muitas pessoas pensem que é difícil contribuir para a redução do lixo, pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença. Conheça algumas maneiras bastante simples e eficientes para diminuir a produção de lixo doméstico e faça sua parte.

Vale ressaltar que foram considerados como lixo doméstico os resíduos que têm alta rotatividade no nosso dia-a-dia, como alimentos, filmes plásticos, sacolas, guardanapos, fraldas, absorventes, entre outros.

Alimentos

Para ser eco-friendly, isto é, amigável ao meio ambiente, é importante entender que todo alimento, antes de ser consumido, percorreu um longo caminho e, dependendo de sua origem, causou mais ou menos impactos socioambientais. Nesse sentido, o melhor caminho é aquele que inclui a maior redução possível de produtos de origem animal como carne, ovos e leite; prioriza alimentos de origem vegetal produzidos localmente e de modo orgânico; e que não possui desperdícios. Dessa forma, seja na hora de escolher almoçar na segunda-feira, ou planejar o cardápio de reunião da empresa, que tal levar esses aspectos em consideração?

Dar preferência para alimentos mais saudáveis e que contenham menos embalagens ou contenham embalagens retornáveis é outra forma de reduzir o lixo doméstico. Assim, além de poder reutilizar o recipiente, você também pode reciclá-lo quando ele deixar de ser útil.

A compostagem é uma ótima alternativa para reaproveitar os resíduos orgânicos gerados em sua casa. Trata-se de um processo natural em que os micro-organismos, como fungos e bactérias, são responsáveis pela degradação de matéria orgânica, transformando-a em húmus, um material muito rico em nutrientes e fértil. Com esse processo, é possível decompor naturalmente os seus resíduos alimentares em sua própria casa (mesmo morando em apartamento) de um jeito prático e higiênico.

Nesses equipamentos, é possível colocar frutas, verduras, legumes, sementes, borra de café, sobras de alimentos cozidos ou estragados e cascas de ovo. Materiais como saquinhos de chá, serragem, papelão, papel jornal e palitos de fósforo também podem entrar na composteira – porém, o mais indicado para jornal e papelão é a reciclagem. No entanto, carnes de qualquer espécie, cascas de limão, laticínios, óleos, gorduras, papel higiênico usado, fezes de animais domésticos, frutas cítricas em excesso e sal em excesso não podem ser compostados.

Acessórios

Diversos itens utilizados em casa podem ser reciclados ou reaproveitados. Filmes plásticos, caixas de leite, potes de margarina e garrafas de vidro são exemplos de itens muito utilizados no dia-a-dia e que podem ser destinados corretamente, sem causar danos ao meio ambiente.

Além de reciclar e reaproveitar produtos domésticos, você pode dar preferência para materiais biodegradáveis, como buchas vegetais e lãs de aço para lavar louça em vez das tradicionais esponjas amarelas, já que as sintéticas são de difícil reciclagem.

Banheiro

No banheiro, procure usar os cosméticos e produtos de higiene até o final. As embalagens de tais produtos, quando lavadas, podem ser recicladas na parte de plástico, assim como escovas de dentes velhas. Para o lixo do banheiro (que recebe lixo não-reciclável, como papel higiênico), evite sacolas plásticas. Uma boa opção é fazer saquinhos de jornal.

Fraldas e absorventes íntimos

Apesar de não existir tecnologia para reciclar fraldas e absorventes íntimos, há alternativas que ajudam a reduzir o consumo desses produtos. Absorventes feitos com silicone são uma boa opção reutilizável para as mulheres. Para os bebês, há modelos de pano e híbridos, que ajudam a gastar menos materiais de difícil destinação.

Sacolas de lixo biodegradáveis

Mesmo depois de reduzir a quantidade de lixo doméstico gerado, ainda sobram resíduos que vão para o lixo comum. Assim que os saquinhos de jornal já estiverem cheios, o melhor é juntar todo o restante em sacos de lixo diferenciados, mas tome cuidado. Os sacos oxi-degradáveis não são recomendados devido à ação pouco eficiente dos aditivos (que apenas degradam mais rapidamente o plástico, mas mantêm suas propriedades nocivas na natureza) e ainda por cima dificultam uma posterior reciclagem.
Existem alternativas, como o plástico feito a base de amido e outro modelo feito a partir de reações com bactérias. Além disso, há plásticos 100% biodegradáveis feitos com a tecnologia Ecoflex, desenvolvida pela BASF e distribuída pela Extrusa.

Saco para os materiais recicláveis

Depois de fazer a separação de lixo para a coleta seletiva, lembre-se de limpar as embalagens para facilitar a reciclagem. Outro fator importante é que não há problemas em usar um saco de lixo convencional porque ele também será incorporado na reciclagem plástica, mas a dica aqui é optar por sacos que sejam produzidos à base de plástico já reciclado.

Para demais itens não perecíveis, como telhas de amianto, computadores e lâmpadas fluorescentes, consulte nossos guias ou a sessão Recicle Tudo. Se você quer saber como implementar a coleta seletiva em seu condomínio, acesse a matéria “Coleta seletiva em condomínios: como implantar“. Por fim, para saber o local mais próximo para descartar objetos de uso diário, entre na seção Postos de Reciclagem.

Para concluir, as principais atitudes que você pode ter para reduzir o lixo doméstico são:

  • Antes de ir ao mercado, planeje suas compras. Adquira somente a quantidade de produtos realmente necessária para o consumo, evitando o desperdício;
  • Sempre que possível, evite imprimir documentos em papel. Deixe para utilizar a impressora somente quando realmente necessário e, sempre que possível, use os dois lados do papel;
  • Sempre dê preferência às embalagens retornáveis;
  • Para carregar suas compras, utilize somente sacolas retornáveis e evite as tradicionais sacolinhas plásticas descartáveis;
  • Reutilizar embalagens e produtos deve ser uma realidade. Abuse da criatividade para reutilizar e transformar embalagens usadas em outros objetos úteis;
  • Contribua para a coleta seletiva por meio da separação de vidros, plásticos, papéis e metais, e descarte esses materiais corretamente.

Estudo revela que quantidade de plástico nos oceanos pode aumentar quatro vezes até 2040

oceanos com plástico

Estudo revela que quantidade de plástico nos oceanos pode aumentar quatro vezes até 2040

A Fundação Ellen MacArthur pede ações urgentes de empresas e governos para avançar em soluções de economia circular

Até 2040, o volume de plásticos no mercado dobrará, o volume anual de plásticos que entra no oceano quase triplicará (de 11 milhões de toneladas em 2016 para 29 milhões de toneladas em 2040) e a quantidade de plástico nos oceanos quadruplicará (atingindo mais de 600 milhões de toneladas) caso não sejam tomadas medidas urgentes.

É o que revela o estudo Breaking the Plastic Wave, um dos mais completos e analiticamente robustos já publicados sobre plásticos no oceano, publicado hoje pela Pew Charitable Trusts e a SYSTEMIQ – junto com a Fundação Ellen MacArthur, Universidade de Oxford, Universidade de Leeds e Common Seas, seus parceiros de conhecimento. Para saber mais, o documento anexo descreve o posicionamento da Fundação Ellen MacArthur, incluindo as principais descobertas do estudo e um chamado à ação para a indústria e os atores públicos.

Em seu posicionamento, a Fundação Ellen MacArthur estabelece ações claras e urgentes, que incluem:

  • Eliminar os plásticos dos quais não precisamos– não só removendo os canudos e sacolas, mas também ampliando modelos de entrega inovadores que levem os produtos aos clientes sem embalagem ou utilizando embalagens retornáveis e estabelecendo metas ambiciosas para reduzir o uso de plástico virgem. O uso de plásticos deve ser reduzido em quase 50% até 2040 em comparação ao cenário atual. Isso equivale a um crescimento líquido nulo no uso de plásticos para o período.
  • Projetar todos os itens plásticos para que sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis. Também é crucial financiar a infraestrutura necessária a fim de ampliar a nossa capacidade de coletar e circular esses itens. No melhor cenário, isso demandará cerca de US﹩30 bilhões em financiamento anual recorrente. Por isso, mecanismos que melhorem as condições econômicas da reciclagem e forneçam fluxos de financiamento recorrente estáveis com contribuições justas da indústria, tal como a Responsabilidade estendida do produtor (REP) ou outras iniciativas equivalentes lideradas pela indústria, deve ser implementadas globalmente com urgência.
  • Inovar a uma velocidade e escala sem precedentes em direção a novos modelos de negócio, design de produtos, materiais, tecnologias e sistemas de coleta para acelerar a transição para uma economia circular.Se as indústrias do plástico e de gestão de resíduos intensificassem as suas atividades de pesquisa e desenvolvimento para alcançar um nível equivalente à da indústria de maquinário, por exemplo, isso criaria uma agenda de P&D de US﹩100 bilhões até 2040 – quadruplicando seu investimento em P&D em comparação aos níveis atuais.

Em comparação com o cenário atual, a abordagem abrangente de economia circular descrita neste estudo tem o potencial de gerar uma economia anual de US﹩ 200 bilhões, reduzir em 25% as emissões de gases de efeito estufa e criar um saldo líquido de 700 mil empregos adicionais até 2040.

“O estudo Breaking the Plastic Wave traz um nível de detalhes sem precedentes sobre o sistema global de plásticos e confirma que, sem que haja uma mudança fundamental, até 2050 os oceanos podem conter mais plásticos do que peixes. Para combater o desperdício e a poluição por plástico, temos que intensificar os nossos esforços radicalmente e acelerar a transição para uma economia circular. Precisamos eliminar os plásticos dos quais não precisamos e reduzir significativamente o uso de plástico virgem. Precisamos inovar para criar novos materiais e modelos de reuso. E precisamos de melhor infraestrutura para garantir que todos os plásticos que nós usamos circulem na economia e nunca se tornem resíduo ou poluição. A questão não é se uma economia circular para o plástico é possível, mas sim o que faremos juntos para que se torne realidade”, afirma Ellen MacArthur, fundadora da Fundação Ellen MacArthur.

SOBRE A FUNDAÇÃO ELLEN MACARTHUR

A Fundação Ellen MacArthur foi estabelecida em 2010 com a missão de acelerar a transição para uma economia circular. Desde a sua criação, a organização sem fins lucrativos emergiu como uma líder global de pensamento, estabelecendo a economia circular como agenda prioritária de tomadores de decisão em todo o mundo. Seu trabalho se concentra em sete áreas chave: pesquisa e análise, empresas, instituições governos e cidades, iniciativas sistêmicas, design circular, aprendizagem e comunicação.

Para mais informações: https://www.ellenmacarthurfoundation.org/pt / @FundacaoEllenMacArthur (Facebook)

SOBRE A NOVA ECONOMIA DO PLÁSTICO

Desde a sua criação em 2016, a iniciativa Nova Economia do Plástico, da Fundação Ellen MacArthur, mobiliza empresas e governos em torno de uma visão comum de uma nova economia do plástico. Seus relatórios de 2016 e 2017 se tornaram manchete em todo o mundo, revelando os custos financeiros e ambientais da poluição por plásticos. Em outubro de 2018, a Fundação Ellen MacArthur lançou o Compromisso Global, que hoje tem mais de 450 organizações signatárias comprometidas com eliminar embalagens plásticas desnecessárias ou problemáticas e inovar para que todas as embalagens plásticas sejam 100% reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis e possam circular de maneira fácil e segura sem se que se tornem resíduo ou poluição.

A iniciativa é apoiada por Wendy Schmidt como Principal Parceira Filantrópica e pela Oak Foundation como Parceira Filantrópica. Além disso, Amcor, Borealis, The Coca-Cola Company, Danone, L’Oréal, MARS, Nestlé, PepsiCo, Unilever, Veolia e Walmart são Parceiros da iniciativa. Para mais informações: https://www.newplasticseconomy.org

#Envolverde

Fonte: https://envolverde.com.br/estudo-revela-que-quantidade-de-plastico-nos-oceanos-pode-aumentar-quatro-vezes-ate-2040/

 

Tênis feito com plástico retirado dos oceanos já teve mais de 1 milhão de vendas

Tênis feito com plástico

Tênis feito com plástico retirado dos oceanos já teve mais de 1 milhão de vendas

Ainda bem que várias empresas já entenderam a importância das iniciativas que promovam o cuidado com o meio ambiente, como é o caso da Adidas, que recentemente anunciou ter vendido um milhão de tênis feitos com plástico dos oceanos. Desde o ano passado a empresa começou a comercializar três versões diferentes do famoso modelo UltraBoost, todas feitos a partir de material reciclável.

Sabemos que a questão dos plásticos no oceano é uma das mais urgentes no que diz respeito ao meio ambiente, já que diversas espécies estão sendo ameaçadas de extinção, pois os animais marinhos acabam muitas vezes se alimentando desses plásticos e morrendo.

A iniciativa da Adidas foi uma parceria com a organização ambiental Parley for the Oceans. Segundo as organizações envolvidas, 11 garrafas de plástico foram usadas em cada par produzido do tênis. Se fizermos as contas, são 11 milhões de garrafas retiradas dos oceanos! É muita coisa, não é mesmo?

Todo o plástico foi recolhido por trabalhadores da Parley for the Oceans em praias e litorais ao redor do mundo, antes que ele invadisse oceano, ou seja, quando ainda estava na areia ou próximo da praia: “Em áreas remotas, estabelecemos sistemas para interceptar o desperdício de plástico antes de terminar em aterros sanitários, queimado, enterrado ou lançado em rios ou oceanos. Não vemos a reciclagem como a solução definitiva para a poluição plasmática, mas manter o plástico que já foi produzido em uso, reduz a necessidade de plástico virgem novo”.

Fonte: http://eco4planet.com/blog/tenis-feito-com-plastico-retirado-dos-oceanos-ja-teve-mais-de-1-milhao-de-vendas/

 

Coma depois de beber! Canudinho comestível é solução para substituir plástico

Palhinhas comestiveis

Coma depois de beber! Canudinho comestível é solução para substituir plástico

Um canudinho costuma ser usado por cerca de 4 minutos, o problema vem depois: ele demora mais de 400 anos para se decompor na natureza! Pensando nisso a Sorbos criou uma opção comestível, biodegradável e reciclável, feita com cana de açúcar, gelatina e amido de milho.

Criado pelos espanhóis Víctor Sánchez, Enric Juviña, Michael Baraffé e Carlos Zorzano, o canudo pode ser neutro ou aromatizado nos sabores limão, lima, morango, canela, maça verde, chocolate ou gengibre, e possui apenas 24 calorias. Nas palavras de Sánchez: “Eu trabalhava como bartender e pensei em fazer um produto que oferecesse uma experiência diferente ao consumidor, mas de maneira sustentável”.

A criação demorou mais de um ano para ser concluída, afinal, pode parecer simples mas fazer o canudo sobreviver tempo suficiente sem se desfazer nas bebidas, e sem afetar o sabor delas, não foi fácil. E eles conseguiram, o canudo aguenta 25 minutos em bebidas quentes ou frias, sem derreter.

Patenteada pela startup de Barcelona, a Sorbos já levou dois prêmios espanhóis nas categorias inovação e sustentabilidade, e sua importância ecológica é inegável: canudos estão entre os 10 produtos mais recorrentes em praias e oceanos, e o preço um pouco maior que o de um canudo convencional não deve ser um problema, afinal, com o tempo e a escala, o preço tende a diminuir, e há também uma onda crescente de políticas estatais ao redor do mundo exigindo a redução/proibição de plásticos.

Fonte: http://eco4planet.com/blog/coma-depois-de-beber-canudinho-comestivel-e-solucao-para-substituir-plastico/